Bahia — Em coletiva recente, o diretor de futebol Cadu Santoro revelou que o clube baiano chegou a enviar proposta ao LA Galaxy por Gabriel Pec, mas recuou ao constatar que a operação extrapolava os limites financeiros definidos pela SAF para o segundo semestre.
- Em resumo: Tricolor saiu da negociação após avaliar custo total de compra, salários e comissões.
- Atacante deve agora reforçar o Cruzeiro, que avançou pelo ex-Vasco.
Bastidores da proposta tricolor
Santoro explicou que, embora a posição não fosse a mais carente do elenco, a comissão técnica considerava Gabriel Pec ideal para o estilo de jogo proposto por Rogério Ceni. Segundo o dirigente, a identificação ocorreu ainda em 2024, quando o atleta despontava pelo Vasco e chamava atenção no mercado. A diretoria, então, formalizou uma oferta aos norte-americanos, em linha com o teto salarial e o modelo de investimento da organização que gere o futebol do clube.
Mesmo com o aval interno, a negociação esbarrou nos valores cobrados pelo LA Galaxy e no pacote de comissões, considerados elevados para uma posição que já possui concorrência no plantel.
“Primeiro, essa posição não era uma posição em que a gente precisava aumentar o quantitativo de atletas. Porém, o Gabriel Pec era um atleta de quem eu vinha falando internamente há dois anos. Eu achava que faria muito sentido para o nosso tipo de jogo, para o nosso elenco”.
A fala evidencia como o departamento de futebol monitorava o atacante a longo prazo, mesmo sem urgência na função. A convicção técnica, contudo, não superou o limite financeiro imposto pelo orçamento.
Impacto no mercado e rota ao Cruzeiro
Com a desistência baiana, o caminho ficou livre para o Cruzeiro encaminhar acordo com Pec. O jogador, que soma 101 jogos, 43 gols e 28 assistências na Major League Soccer, retorna valorizado ao Brasil e deve assinar contrato definitivo. A movimentação sacode o mercado interno, pois envolve um dos atletas brasileiros mais influentes na liga norte-americana.
“Nós tivemos interesse, fizemos uma oferta ao LA Galaxy, mas os valores da compra do atleta, da parte salarial e das comissões fizeram com que entendêssemos que não deveríamos dar sequência. Então, nós decidimos sair da negociação por conta disso”.
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A explicação direta de Santoro reforça a política de responsabilidade financeira adotada pela SAF. Mesmo reconhecendo o potencial do atacante para revenda futura, o clube não viu sentido em superar a cifra considerada “justa” para o investimento.
Análise: estratégia de investimento do Bahia
A postura do Bahia indica que a SAF mantém disciplina orçamentária, privilegiando contratações em posições prioritárias e em faixas etárias com maior potencial de revenda. A decisão de recuar, apesar do interesse técnico, sinaliza preocupação em evitar riscos que comprometam o planejamento traçado para as próximas janelas.
Ao mesmo tempo, a diretoria reconhece a necessidade de uma contratação de impacto para manter o time competitivo na sequência do Brasileirão. A escolha desse nome — possivelmente em outra função carente — será decisiva para o desempenho na segunda metade da temporada.
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