Bahia — A cúpula tricolor fechou a porta para qualquer negociação que envolva a saída antecipada do meia-atacante Kike Olivera, alvo recente do Nacional, do Uruguai.
- Em resumo: Nacional sondou empréstimo, mas o Bahia não abriu conversa.
- Uruguaio segue peça estratégica de Rogério Ceni, mesmo atuando como reserva.
Nacional tentou levar jogador de volta
Segundo o jornalista Venê Casagrande, o clube de Montevidéu entrou em contato com o departamento de futebol do Esquadrão para medir a possibilidade de encurtar o empréstimo. A abordagem foi feita antes mesmo da abertura oficial da janela de transferências, etapa em que tratativas do tipo costumam esquentar.
O Bahia, porém, respondeu de forma direta: não há interesse em liberar o atleta sem compensação financeira ou técnica. Internamente, o entendimento é de que o grupo de Rogério Ceni precisa de opções versáteis para a sequência da temporada, argumento reforçado na conversa com os uruguaios. A diretoria tricolor, alinhada à comissão técnica, avalia que abrir mão de Olivera agora significaria perder profundidade de elenco em um momento decisivo do calendário nacional — como atesta o regulamento disponível no site oficial da CBF.
Contrato longo trava qualquer investida
O documento que liga Kike Olivera ao Bahia é robusto: válido até dezembro de 2026, o vínculo foi firmado em parceria com o Grêmio, clube detentor dos direitos econômicos. Qualquer alteração no acordo exige anuência dos três lados. Ao sinalizar que não pretende nem abrir negociação, o Tricolor de Aço coloca pressão sobre qualquer pretendente, que teria de mobilizar altos valores para mudar o cenário.
Apesar de figurar na lista de reservas, o uruguaio soma 25 partidas, um gol e duas assistências, números que sustentam a tese de “jogador útil” no Fazendão. A filosofia atual do clube privilegia rodízio e elenco inflado para encarar a maratona de jogos — e Olivera encaixa exatamente nessa lógica.
Semelhança com o caso Alejo Véliz reforça postura
A firmeza tricolor já havia sido vista no início do ano, quando o Bahia convenceu o Tottenham a liberar Alejo Véliz, então emprestado ao Rosario Central. Na ocasião, os argentinos tentaram segurar o atacante até o fim do acordo, mas acabaram cedendo. O retrospecto dá confiança à diretoria de que manter linha dura pode gerar resultados positivos a longo prazo.
No episódio atual, o Nacional enfrenta obstáculo ainda mais alto: além de convencer o Bahia, teria de compensar o Grêmio, cuja participação no contrato impede um acordo bilateral simples. Por ora, o cenário indica poucas chances de avanço, a menos que cifras consideradas “irrecusáveis” entrem em jogo.
Análise: estratégia de elenco pensando no segundo semestre
A postura do Bahia revela uma mudança de mentalidade após temporadas de reconstrução. A SAF liderada pelo Grupo City adota política que valoriza ativos mantendo-os no elenco, mesmo diante de assédio estrangeiro. O Nacional raramente disputa financeiramente com clubes brasileiros de Série A; portanto, a negativa baiana não surpreende.
Além disso, o elenco de Rogério Ceni precisa de equilíbrio entre experiência e juventude. Olivera, aos 24 anos, encaixa no perfil de médio prazo: já adaptado ao futebol brasileiro, mas ainda com margem de valorização. Deixá-lo sair agora seria abrir lacuna técnica e financeira em troca de nada, movimento oposto às diretrizes internas.
O que você acha? O Bahia acertou ao impedir a saída de Kike Olivera ou deveria negociar para lucrar? Para acompanhar mais notícias do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.


