Bahia — Recém-classificado às oitavas de final da Copa do Brasil Feminina, o elenco dirigido por Felipe Freitas já desenha os próximos passos para transformar a vitória sobre o Planalto por 1 a 0 em novo capítulo de protagonismo nacional.
- Em resumo: Triunfo confirma a meta de repetir ou superar o 3º lugar de 2025.
- Pausa da Copa do Mundo será dedicada a descanso mental e ajustes técnico-táticos.
Foco em mais um pódio na competição de tiro curto
Felipe Freitas não esconde que a Copa do Brasil Feminina oferece um caminho ágil para títulos e visibilidade. Por se tratar de um torneio eliminatório, cada detalhe pesa, e o treinador vê a classificação como sinal de que o planejamento está no rumo certo. Em frase que indica a importância desse formato enxuto, ele ressalta o cuidado para minimizar erros que eliminem o time precocemente. De acordo com a Confederação Brasileira de Futebol, o regulamento mantém jogos únicos até as quartas, o que aumenta a pressão por eficiência.
Além do avanço de fase, a equipe mantém desempenho competitivo no Brasileirão Feminino, ocupando a sétima posição com 21 pontos — quatro acima do Grêmio, primeiro clube fora da zona de classificação. O equilíbrio entre liga e copa tem sido ponto de atenção no CT Evaristo de Macedo.
“A expectativa é muito boa. É uma competição em que, no ano passado, nós fomos terceiros colocados, e é uma competição de tiro curto, então nós sabemos a importância de vencer. Por mais que nós tivéssemos claro que era um adversário que ia jogar um bloco baixo e que nós sofreríamos algumas transições, eu acredito que a gente tentou pôr em prática muitas das coisas que nós treinamos”.
A fala do treinador sintetiza a confiança na metodologia de trabalho: treinos específicos para superar linhas baixas e transições rápidas já dão resultado. O discurso também reforça a memória recente do clube — o pódio de 2025 serve como bússola e motivação para o elenco mesclar ambição com controle emocional.
Pausa da Copa será laboratório de evolução
A interrupção do calendário, motivada pela disputa da Copa do Mundo, chega em momento estratégico para as Mulheres de Aço. O descanso físico é prioridade, mas o staff prepara planilhas focadas em força, explosão e mobilidade, áreas que o departamento de desempenho entende como carentes para sustentar o ritmo intenso das fases decisivas.
“Agora aproveitar esse momento que nós vamos ter de parar para descansar um pouco a mente, descansar o corpo, ajustar os treinos físicos que a gente precisa melhorar bastante. Ajustar alguns elementos táticos e técnicos que também precisamos melhorar para voltarmos ainda mais fortes para o segundo semestre”.
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Segundo Freitas, a ideia é que as atletas retornem com carga de treino equilibrada e, principalmente, com clareza sobre conceitos de posse e recomposição. O treinador pretende usar mini jogos simulando cenários de mata-mata para acelerar tomadas de decisão sob pressão.
Análise: intervalo que pode redefinir a temporada
Historicamente, pausas longas costumam reposicionar equipes que chegam ao ponto de estafa. No caso do Bahia, a folga coincide com a metade de dois campeonatos simultâneos e oferece raro período para ajustes profundos sem a urgência da tabela. Se bem aproveitada, pode corrigir oscilações recentes, ampliar a rotação do elenco e mitigar o risco de lesões — fatores decisivos em torneios curtos como a Copa do Brasil Feminina.
Por outro lado, desligar completamente a chave competitiva traz risco de perda de ritmo. A comissão técnica, ciente desse desafio, aposta em controle de carga e amistosos internos para manter o grupo em velocidade de cruzeiro até o retorno oficial.
O que você acha? O Bahia conseguirá repetir o pódio na Copa do Brasil Feminina ou a concorrência está mais forte? Para acompanhar a sequência da equipe, acesse nossa cobertura completa.

