Bahia — A série de sete partidas sem vitória que iguala o pior jejum da era Rogério Ceni colocou o Tricolor de Aço sob forte pressão e acendeu o sinal de alerta na temporada.
- Em resumo: Bahia não vence há mais de um mês e caiu para a sétima posição do Brasileirão.
- Protestos na Fonte Nova miram Rogério Ceni, visto como responsável pelo momento.
Jejum histórico expõe fragilidades coletivas
O empate por 1 a 1 com o Grêmio, exibido pela Globo, ampliou para sete o número de jogos sem triunfo, marca que o Bahia só havia alcançado uma vez desde a chegada de Rogério Ceni, em 2024. A interrupção da ascensão no Brasileirão mina a confiança de um elenco que parecia consolidado poucas rodadas atrás.
A sequência negativa reúne quatro derrotas e três empates, período em que o time também foi eliminado precocemente da Copa do Brasil pelo Remo e perdeu terreno na luta pelo G-4. De favorito a surpresa positiva da competição, o Tricolor agora tenta estancar a sangria antes que a distância para os líderes se torne irreversível. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol, o clube ainda tem confrontos diretos pela frente que podem recolocá-lo no páreo — se reagir a tempo.
Torcida aumenta o tom contra Ceni
O ambiente na Arena Fonte Nova mudou drasticamente. No duelo diante do Grêmio, torcedores entoaram cantos pedindo a saída do técnico antes mesmo de a bola rolar, repetindo a cobrança durante e depois do apito final. Cartazes e faixas escancararam a insatisfação de uma torcida que associava Ceni a um trabalho em evolução até o mês passado.
“Vejo como uma democracia as pessoas expressarem as suas opiniões”.
A declaração pós-jogo de Rogério Ceni buscou esfriar a temperatura, mas também evidenciou que o treinador sente o peso da pressão. Ao reconhecer a “tristeza da torcida” e “lamentar o momento”, ele admite que o Bahia vive um ponto de inflexão: ou reage de imediato ou terá de administrar uma crise crescente em pleno Campeonato Brasileiro.
Análise: limite entre oscilação e crise
Os números mostram que a atual série negativa repete o pior recorte da passagem de Ceni pelo clube, registrado em 2024, quando o Bahia somou cinco derrotas e dois empates antes de garantir vaga na pré-Libertadores somente na última rodada. A semelhança desperta temor de um roteiro conhecido: queda de rendimento, contestação externa e tensão interna.
Desta vez, porém, o contexto é mais delicado. A eliminação na Copa do Brasil antecipou a perda de uma fonte de receita e a tabela do Brasileirão se apresenta mais competitiva. Caso o Bahia não rompa o jejum rapidamente, o treinador corre o risco de ver a narrativa de “oscilação momentânea” virar “crise instalada”, quadro que historicamente abre caminho para mudanças no comando técnico.
O que você acha? Rogério Ceni deve permanecer até o fim da temporada ou o Bahia precisa de novo comando para reagir? Para acompanhar mais análises e notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

