Botafogo — O Ministério Público do Rio de Janeiro se posicionou favoravelmente à saída de Alexander Barboza para o Palmeiras, mas a negociação de R$ 18 milhões ainda depende de decisão judicial em meio à recuperação da SAF alvinegra.
- Em resumo: MP-RJ não vê obstáculos para a venda do zagueiro.
- Eagle, acionista da SAF, diz que não deu aval e pressiona a Justiça.
MP dá aval e expõe divergência com a Eagle
Segundo reportagem da ESPN, o órgão ministerial analisou os documentos apresentados pelo Botafogo e concluiu que a transferência atende aos requisitos exigidos durante a recuperação judicial da SAF.
O parecer cria um contraste direto com a postura da Eagle, holding que investe no clube e alega falta de transparência no processo. Essa diferença de opinião amplia a atenção sobre a 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável por homologar ou barrar a operação.
“Ciente de todo o acrescido, o Ministério Público não se opõe à cessão onerosa dos direitos federativos e econômicos do atleta Alexander Barboza pelo valor de R$ 18.000.000 (dezoito milhões de reais), nos termos do instrumento anexo firmado com o Palmeiras”.
A manifestação, reproduzida na íntegra, reforça que o MP-RJ considera o valor e as condições do contrato condizentes com as exigências legais do processo de recuperação.
Palmeiras mantém tranquilidade sobre a contratação
No lado paulista, a diretoria entende que cumpriu todas as etapas burocráticas e já estipulou a apresentação do zagueiro a partir de 20 de julho. Internamente, o clube trabalha com a convicção de que qualquer impasse será resolvido sem afetar o planejamento esportivo.
“Seguimos acompanhando as demais transações a serem informadas no presente incidente”.
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O complemento do parecer do MP indica que outras vendas ou contratações da SAF serão igualmente monitoradas, sugerindo um acompanhamento próximo do fluxo de receitas e despesas do Botafogo.
Análise: disputa societária coloca Justiça no centro
A divergência entre MP e Eagle evidencia como investidores e gestores podem divergir sobre movimentações financeiras durante uma recuperação judicial. Enquanto o Botafogo busca equilibrar as contas com a venda de ativos, a holding mira resguardar o patrimônio colocado no clube.
O caso se torna emblemático pela soma de três fatores: o alto valor envolvido, a relevância esportiva de Barboza — peça-chave nos títulos recentes de Brasileirão e Libertadores — e a possibilidade de criar jurisprudência para negociações futuras em SAFs submetidas a reestruturações financeiras.
O que você acha? O aval do MP basta ou a divergência da Eagle põe a venda em risco? Para acompanhar mais análises sobre o Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

