Santiago Arias brilhou pela seleção colombiana na vitória sobre Portugal, exibida pela Band, e a atuação do lateral no último sábado reacendeu um debate candente entre os torcedores do Bahia sobre a decisão de liberá-lo no fim de 2025.
- Em resumo: desempenho de gala do colombiano gerou críticas à diretoria tricolor.
- Parte da torcida defende a saída alegando idade, salário alto e erros passados.
Atuação de gala reacende críticas à diretoria
A exibição segura de Arias, defendendo e atacando com igual intensidade, colocou o nome do jogador nos trending topics entre torcedores tricolores. Muitos resgataram postagens antigas e questionaram por que o clube, então comandado pela SAF do Grupo City, preferiu manter Gilberto até a chegada de Román Gómez, abrindo mão de um atleta que agora brilha no palco máximo do futebol mundial. Dados oficiais publicados pela FIFA confirmam que Arias foi um dos líderes em desarmes diante dos lusos, reforçando a percepção de que o Bahia pode ter se precipitado.
O debate ganhou tração justamente em um período de calmaria competitiva para o Tricolor de Aço, o que potencializa discussões em redes sociais e programas de rádio locais.
“Partidaça de Santiago Arias! E o Bahia optou pela permanência de Gilberto…”
O comentário, um entre dezenas que ecoaram logo após o jogo, sintetiza o sentimento de frustração de parte da torcida. Para esse grupo, a decisão de dispensar o colombiano demonstra falhas de planejamento esportivo e reforça a narrativa de que o Bahia perdeu um especialista defensivo sem conseguir repor à altura.
Defensores da decisão do clube respondem
Se existe quem critique, há também quem defenda a escolha de Rogério Ceni e da diretoria. O ponto central desses torcedores é o pacote completo de Arias: contrato robusto, 34 anos e uma temporada 2025 marcada por falhas decisivas. A visão pragmática é que a folha salarial precisava ser enxugada para abrir espaço a jovens como Román Gómez e a adaptações táticas de longo prazo.
“Contrato chegando ao fim, 34 anos, um dos maiores salários do elenco e uma temporada bem abaixo, com erros graves e pênaltis cometidos”
O argumento deixa claro que a decisão não foi apenas técnica, mas financeira. Ao liberar o atleta, o Bahia economizou recursos que, segundo relatos internos, serão realocados para a contratação de um ponta de velocidade ainda nesta janela.
Análise: planejamento versus resultado imediato
O caso expõe o dilema recorrente em clubes que buscam equilíbrio entre performance e gestão orçamentária. A performance de Arias pela Colômbia mostra que o jogador ainda tem lenha para queimar, mas não invalida a lógica de uma SAF que, diante de um elenco caro e do fair play econômico da CBF, precisou fazer escolhas. Se Gómez corresponder e o sistema de Rogério Ceni sustentar bons resultados, a polêmica tende a arrefecer. Do contrário, cada partida inspirada de Arias na Copa será munição para críticas.
O que você acha? A diretoria errou ao liberar Santiago Arias ou a decisão foi correta diante do contexto financeiro? Para acompanhar mais análises da competição, acesse nossa cobertura completa.


