Jhon Arias — A exibição inspirada do meia na vitória da Colômbia por 3 a 1 sobre o Uzbequistão voltou a colocar o trabalho de Abel Ferreira sob escrutínio: por que o colombiano joga tão solto pela seleção e não repete o mesmo brilho no Palmeiras?
- Em resumo: Atuação centralizada de Arias pela Colômbia faz torcedores cobrarem mudança de posição no Verdão.
- Pressão sobre Abel cresce às vésperas da retomada de Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil.
Exibição pela Colômbia expõe dilema de posicionamento
No amistoso disputado em Glendale, Arias atuou como legítimo armador, alternando aproximações com os volantes e infiltrações na área. A movimentação gerou lances decisivos e, de acordo com a transmissão oficial da Conmebol, envolveu o meia em praticamente todas as ações de ataque.
Essa liberdade contrasta com o papel que ele costuma desempenhar no Palmeiras, quase sempre aberto pelo lado direito do 4-2-3-1 de Abel. Para parte da torcida, o desenho engessa a criatividade do jogador e limita justamente o atributo que o transformou em peça-chave do Fluminense e agora da seleção colombiana.
“O pardal tirou o futebol do jogador desde que ele chegou e isso fica nítido quando ele vai jogar pela sua seleção, é outro atleta”.
O comentário, replicado em dezenas de perfis alviverdes, escancara a frustração: na visão dos fãs, Arias prova em cada Data Fifa que poderia render mais caso fosse utilizado no corredor central, ditando o ritmo do time em vez de ficar restrito à amplitude pelo flanco.
Fator físico e adaptação ao calendário brasileiro
Além da questão tática, existe a preocupação com o desgaste. Arias praticamente não teve férias desde que trocou o Fluminense pelo Palmeiras, acumulando partidas por três competições nacionais e pelos compromissos internacionais com a Colômbia.
“Espero que ele melhore seu rendimento no Palestra no pós-Copa, porém, Abel precisa repensar onde colocar o atleta para atuar”.
A fala sintetiza o diagnóstico de muitos torcedores: o descanso será bem-vindo, mas a real virada depende de ajuste no mapa de calor. Sem isso, o colombiano tende a continuar correndo mais do que criando, algo que não combina com quem se notabilizou justamente pela tomada de decisão e participação em gols.
Caminho para a retomada no Allianz Parque
A janela sem jogos oficiais oferece ao técnico português a oportunidade de testar variações. Uma alternativa discutida entre analistas é deslocar Arias para a vaga de armador, empurrando Raphael Veiga para a meia-esquerda — formação usada pontualmente em 2023, quando o time buscava mais posse entrelinhas.
Outra possibilidade seria o retorno ao 4-1-3-2, esquema no qual o colombiano atuaria atrás de dois atacantes, aproveitando sua visão de jogo de frente para o gol. A solução, porém, exigiria ajuste defensivo e participação intensa dos volantes, algo que Abel costuma calibrar com cautela.
Análise: convicção de Abel x clamor popular
Desde que chegou ao Allianz Parque, Abel Ferreira construiu carreira vitoriosa sustentado por convicções táticas claras. Sempre que a pressão externa bateu à porta, o português respondeu com resultados. A questão agora é que o rendimento ofensivo oscila, e Arias simboliza o conflito entre filosofia de jogo e potencial individual.
Se optar por manter o status quo, Abel confia na força coletiva já testada em finais. Caso ceda às cobranças, abre caminho a um meio-campo mais criativo, mas também mais exposto. A escolha não afetará apenas o colombiano: pode redefinir a hierarquia de funções em um elenco que vive maratona apertada de competições.
O que você acha? Abel deve reposicionar Arias pelo centro ou manter o esquema atual? Deixe sua opinião nos comentários e, para acompanhar tudo sobre o Verdão, acesse nossa cobertura completa.


