Enner Valencia — O Equador confirmou o atacante na lista final para a próxima Copa do Mundo, coroando o renascimento do ex-Internacional depois de um período de fortes críticas em Porto Alegre. A convocação, que teve a transmissão anunciada pelo serviço Max, abre caminho para a terceira participação do jogador no torneio global.
- Em resumo: Valencia soma 40 gols pela seleção e tentará levar o Equador além das oitavas de 2006.
- O atacante reviveu a fase artilheira no Pachuca após deixar o Inter sob contestação.
Do Beira-Rio ao protagonismo no México
A saída de Valencia do Internacional, no meio de 2025, parecia encerrar seu ciclo em clubes de primeira linha na América do Sul. Alheio às críticas que o acompanharam no Rio Grande do Sul, o atacante encontrou no Pachuca um ambiente propício para recuperar a confiança: são 22 partidas, oito gols e uma assistência desde que chegou.
Ao todo, considerando aparições recentes pela seleção, ele alcançou 29 jogos e 11 gols na temporada — números que convenceram o técnico equatoriano a incluí-lo entre os 26 nomes que embarcarão para o Mundial, segundo publicou a lista oficial divulgada pela FIFA.
Além de Valencia, a relação conta com destaques conhecidos do público brasileiro, como Gonzalo Plata, do Flamengo, e os atleticanos Angelo Preciado, Alan Franco e Alan Minda. A mescla reforça a aposta do Equador em jogadores adaptados a diferentes estilos de competição.
Recordes de artilharia consolidam a convocação
A trajetória do equatoriano na seleção é baseada em marcas históricas. Com 40 tentos, ele é o maior artilheiro da equipe nacional em todos os tempos. Nas duas Copas anteriores, balançou as redes seis vezes, recorde absoluto do país no torneio.
Agora, aos 36 anos, Valencia chega à terceira edição confiando em ultrapassar o maior feito do Equador, as oitavas de final de 2006. O grupo vê no veterano a experiência necessária para enfrentar a pressão de jogos eliminatórios.
Análise: a polêmica saída do Internacional e o efeito reverso
As críticas sofridas por Valencia no Beira-Rio giraram principalmente em torno da irregularidade: foram 100 partidas e 32 gols, desempenho considerado aquém da expectativa criada no acordo de 2023. Internamente, a diretoria colorada avaliou que a ruptura era inevitável.
Contudo, o reencontro do atacante com o bom futebol no México sugere que o problema talvez estivesse em fatores externos — contexto tático, adaptação ou até mesmo a pressão de uma torcida impaciente. A convocação reafirma sua relevância internacional e, indiretamente, questiona se o clube gaúcho poderia ter tirado melhor proveito técnico e financeiro do jogador.
O que você acha? A saída de Enner Valencia do Inter foi precipitada ou necessária para a carreira do atacante? Para acompanhar mais análises e bastidores de Mundial, acesse nossa cobertura completa.

