Seleção Brasileira — A poucos dias do confronto com o Haiti pela fase de grupos da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti preferiu o mistério ao ser questionado sobre a presença de Lucas Paquetá entre os titulares, alimentando a tensão em torno do meio-campo canarinho.
- Em resumo: Ancelotti elogiou Paquetá, mas evitou cravar o meia na equipe inicial.
- Atuação irregular contra Marrocos elevou a cobrança sobre o camisa 8 e o setor de criação.
Suspense no meio-campo brasileiro
Na coletiva mais aguardada do ciclo até aqui, Ancelotti reforçou a qualidade de Paquetá, mas insistiu que a escalação para sexta-feira, às 21h30 (Brasília), só será definida após os últimos treinamentos. A dúvida surge no momento em que o Brasil precisa reagir depois da atuação questionável na estreia, e o treinador sabe que a escolha do articulador pode ditar o ritmo do jogo. O cenário é acompanhado de perto pela organização da Copa do Mundo, que vê o time pentacampeão sob pressão logo na primeira fase.
Paquetá foi criticado pelo rendimento abaixo do esperado diante do Marrocos, sobretudo na construção de jogadas pela esquerda. Ainda assim, é considerado peça-chave por sua versatilidade tática e controle de posse — atributos valorizados pelo técnico italiano.
“Não posso confirmar (que ele será titular). Paquetá tem qualidade e controle de jogo. Não foi assim no primeiro tempo (contra Marrocos), mas temos que dar outras oportunidades”, disse o técnico da Seleção.
A fala indica que o meia continua no radar para iniciar a partida, mas terá de provar nos treinos que merece a vaga. Ao mesmo tempo, Ancelotti sinaliza que outros nomes podem aparecer, aumentando a concorrência interna e a expectativa da torcida.
Paquetá busca redenção após críticas
Contra o Marrocos, o camisa 8 permaneceu 61 minutos em campo, acertou 31 passes em 39 tentativas e deu um passe decisivo, números tímidos diante das exigências de um jogo de Copa. A performance vacilante abriu espaço para questionamentos sobre sua consistência em torneios de alto nível. Agora, diante de um Haiti teoricamente mais frágil, o meia enxerga a chance de resgatar a confiança e afastar o risco de perder espaço.
“Paquetá foi um dos que não jogou bem na primeira parte, mas ele é um jogador importante. Temos que considerar também que ninguém no primeiro tempo teve seu melhor nível no jogo”, finalizou Ancelotti.
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O técnico relativiza a má atuação, lembrando que o revés coletivo comprometeu todos os setores. A mensagem pública serve para aliviar a pressão individual e reforçar o compromisso do grupo em apresentar respostas imediatas.
Análise: o quebra-cabeça do meio-campo
As declarações reforçam que a principal dor de cabeça de Ancelotti está no coração do time. A dificuldade em controlar o jogo contra o Marrocos expôs lacunas na transição ofensiva e na compactação defensiva, áreas nas quais Paquetá costuma ser o elo entre criatividade e recomposição. Se o treinador optar por sacá-lo, arrisca perder fluidez; se mantê-lo, precisa garantir suporte para evitar os mesmos erros.
Esse dilema ganha peso porque o Haiti tende a se fechar atrás da linha da bola. Sem um articulador em boa fase, a Seleção corre o risco de repetir o desempenho lento que irritou os torcedores. Encontrar a formação ideal neste momento é crucial não apenas para sexta-feira, mas para as etapas decisivas do torneio.
O que você acha? Paquetá merece nova chance ou Ancelotti deve testar outra formação diante do Haiti? Para acompanhar mais notícias da Copa, acesse nossa cobertura completa.


