GRÊMIO — O atacante Francis Amuzu quebrou o silêncio após a vitória por 2 a 0 sobre o Palestino e escancarou o descontentamento com a diretoria tricolor, que o impediu de defender a seleção de Gana e ainda não abriu conversas para prolongar seu contrato.
- Em resumo: veto ao amistoso contra o México gerou atrito entre jogador e clube.
- Sem proposta de renovação, vínculo de Amuzu termina em dezembro e ameaça futuro no Imortal.
Veto à seleção de Gana gera faíscas internas
O clube gaúcho barrou a ida do atacante ao amistoso internacional, alegando necessidade esportiva para a sequência da temporada. A decisão irritou o atleta, que contava com a exibição para se firmar na lista do técnico Chris Hughton em ano de Copa. Em contextos semelhantes, a Conmebol costuma reforçar a importância de liberar jogadores a suas seleções, mas a regulamentação permite brechas quando não se trata de Data Fifa oficial.
Na zona mista da Arena, o ganês adotou tom diplomático, mas deixou clara a frustração.
“Seria uma grande chance estar lá mas está tudo bem, sem problema. A direção disse que não era possível ir, eles precisavam de mim, e eu respeito isso. Não tenho mais nada a dizer”.
A fala revela que, apesar da obediência, o atacante não digeriu completamente o veto. Para ele, a exposição internacional poderia consolidar sua vaga na próxima convocação e valorizar seu passe.
Renovação emperrada deixa futuro incerto
Além do incidente com a seleção, o contrato se tornou outro ponto de tensão. Amuzu, peça-chave de Luís Castro, soma 29 partidas, sete gols e três assistências em 2026, mas o vínculo termina em 31 de dezembro e, segundo o próprio atleta, não houve sequer conversa preliminar.
“Ninguém falou comigo ou com meu agente. Então, o que você tiver ouvido não é verdade. Claro que quero ficar, vamos ver”.
O recado público pressiona a diretoria, que já lida com sondagens de clubes europeus atentos ao desempenho do ponta. Sem uma definição rápida, o Imortal corre o risco de perder o jogador a custo zero via pré-contrato a partir de julho.
Análise: diretoria sob fogo cruzado
O caso põe em xeque a gestão de elenco do Grêmio. De um lado, há a necessidade imediata de manter força máxima para Brasileirão e Sul-Americana. Do outro, decisões que desagradam um atleta valorizado podem custar caro, tanto esportiva quanto financeiramente, se ele sair sem compensação. A tensão se intensifica porque o impedimento de atuar pela seleção atinge diretamente a motivação de um jogador que mira a Copa.
O que você acha? O Grêmio deve priorizar a permanência de Amuzu a qualquer custo ou manter a postura rígida sobre liberações? Para acompanhar mais análises sobre o Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

