Seleção Brasileira — O cartão amarelo mostrado a Casemiro logo no início do duelo contra o Japão, em Houston, mudou o rumo da partida válida pelos 16 avos da Copa do Mundo e trouxe à tona lembranças amargas de edições recentes do torneio.
- Em resumo: Advertido aos 13 minutos, o volante hesitou em parar Sano, e o Japão abriu o placar.
- Torcedores detonaram o camisa 5 nas redes, comparando o lance a tropeços de 2018 e 2022.
Cartão aos 13 minutos vira ponto de inflexão
A Seleção começou agressiva, trocando passes no campo de ataque, mas a falta dura sobre Ito rendeu a Casemiro o primeiro amarelo do confronto. A cobrança não levou perigo, porém a tensão se instalou.
Instantes depois, Danilo entregou a bola de presente para Sano. Com receio de receber o segundo cartão, Casemiro apenas acompanhou o atacante, que finalizou para colocar os asiáticos em vantagem. Dados oficiais da FIFA mostram que o Brasil não sofria gol tão cedo em mata-matas de Mundial desde 2014.
“Casemiro tomou um cartão amarelo de graça e não pôde fazer a falta no momento certo. COMPLICA”
O comentário sintetiza a frustração coletiva: o erro inicial parecia evitável, mas a advertência precoce travou o ímpeto defensivo do volante e expôs um dos pilares táticos do técnico Carlo Ancelotti.
Torcida relembra traumas de Copas passadas
Nas redes, expressões como “2018, 2022… sempre o Casemiro” viralizaram. Para muitos, o lance reforça uma narrativa recorrente de que o jogador chega aos mata-matas pendurado ou sem a mesma intensidade física que marcava seus tempos de auge europeu.
“O Casemiro é MUITO abaixo de um futebol de alto nível, hoje não tem físico pra jogar nem no futebol brasileiro”
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A crítica ilustra a desconfiança atual sobre o estado físico do veterano. De fato, aos 34 anos, o camisa 5 vive uma temporada de adaptação ao esquema de Ancelotti, que exige pressing constante e recuperação rápida — fatores que a advertência transformou em risco calculado a cada dividida.
Análise: desgaste do capitão silencioso
O episódio escancara um dilema que persegue o Brasil desde a última década: a dependência de Casemiro para o equilíbrio defensivo. Seu poder de antecipação raramente falha, mas quando um cartão cedo limita a agressividade, o sistema colapsa. O adversário passa a explorar justamente o setor antes protegido pelo veterano.
Ancelotti terá de decidir se mantém o volante em campo ou se opta por alternativas mais leves no meio, sobretudo em jogos que exigem perseguições longas e coberturas rápidas. A temporada de clubes já expôs esse desgaste; o Mundial agora amplia o debate.
O que você acha? O cartão de Casemiro foi azar do jogo ou sinal de desgaste que pode custar o hexa? Para acompanhar mais análises da Seleção, acesse nossa cobertura completa.


