Santos — O clube da Vila Belmiro sondou o lateral Matías Viña, bicampeão da Libertadores pelo Palmeiras, mas o uruguaio deixou claro que pretende permanecer no River Plate na volta da temporada após a Copa do Mundo.
- Em resumo: Peixe consultou a situação de Viña, que pertence ao Flamengo e está emprestado ao River.
- Jogador não se mostra disposto a vestir outra camisa brasileira neste momento.
Peixe busca opções na lateral e mira campeão continental
O interesse santista foi revelado pelo jornalista Filipe Dias e nasce da necessidade de reforçar o lado esquerdo da defesa. Sem um nome incontestável para a posição, a diretoria foi atrás de um atleta com currículo vencedor. Viña, aos 28 anos, acumula títulos de peso – entre eles dois troféus consecutivos da Libertadores – e experiência em ligas de nível internacional.
Apesar do status, o negócio esbarra em duas barreiras: o vínculo contratual do uruguaio com o Flamengo, clube que detém seus direitos econômicos, e o atual empréstimo ao River Plate, válido até o fim do ano. Segundo apuração inicial, o Flamengo não se oporia a nova cessão caso recebesse compensação financeira, enquanto o River avalia que a continuidade do atleta é estratégica para a sequência do Campeonato Argentino e da Copa Sul-Americana, competição organizada pela Conmebol.
Do lado do jogador, a resposta foi direta: não há plano de voltar ao Brasil no curto prazo. Pessoas próximas a Viña relatam que ele está adaptado a Buenos Aires, titular sob comando de Martín Demichelis e confiante de que a vitrine argentina pode recolocá-lo no radar europeu em breve.
Passagem marcante pelo Palmeiras e desgaste recente
Contratado pelo Verdão em 2020, Viña foi peça importante nos títulos da Libertadores, da Copa do Brasil e do Paulistão naquele ano. A regularidade no lado esquerdo rendeu status de ídolo em tempo recorde. No entanto, a ida para o Flamengo em 2024 provocou ruptura com parte da torcida alviverde, já que o próprio lateral havia declarado que, no país, só atuaria pelo Palmeiras.
O desempenho no Rubro-Negro foi sólido, mas o ambiente político interno abriu caminho para a proposta do River. Entre permanecer como opção rotativa no elenco carioca ou assumir titularidade imediata na Argentina, Viña optou pelo segundo cenário. A decisão provou ser acertada: ele emendou sequência de jogos, reconquistou ritmo e passou a receber elogios da imprensa local.
Análise: efeito dominó na lateral do Santos
O interesse em Viña expõe um problema recorrente no Santos: a dificuldade de encontrar laterais que aliem vigor defensivo e apoio ofensivo. Se a diretoria não conseguir convencer o uruguaio, o Peixe terá de buscar alternativa de mercado provavelmente menos experiente ou mais onerosa. O impasse também pressiona o departamento financeiro, pois a folha salarial segue ajustada após recente reorganização administrativa.
Internamente, o clube sabe que contratar alguém com a bagagem de Viña elevaria o moral do grupo, ainda remoldado após saídas significativas na última janela. Contudo, a negativa inicial do jogador deixa claro que o fator projetual – e não apenas o salário – será decisivo.
O que você acha? Vale insistir na contratação de Viña ou o Santos deve mirar outro nome para a lateral? Para acompanhar todas as movimentações do mercado nacional, acesse nossa cobertura completa.


