MÉXICO — A poucas horas do confronto decisivo das oitavas de final da Copa do Mundo, o atacante Raúl Jiménez assegurou que a Seleção Mexicana não se sente em desvantagem diante da Inglaterra e conta com o Estádio Azteca, a 2.200 m de altitude, como trunfo para seguir viva no torneio.
- Em resumo: Jiménez afirma que o México pode jogar “em igualdade de condições” contra os ingleses.
- A altitude do Azteca é vista como fator que pode desgastar o rival europeu na partida deste domingo.
Jiménez descarta qualquer sentimento de inferioridade
Após a classificação impecável da fase de grupos, Jiménez adotou um discurso confiante na entrevista coletiva realizada na Cidade do México. Para o centroavante, o elenco comandado pelo técnico mexicano reúne qualidade suficiente para igualar forças com os ingleses, independentemente do peso histórico do adversário. O jogador fez questão de lembrar o apoio local que o time terá nas arquibancadas do lendário Azteca — palco de duas finais de Copa.
Falando à imprensa, o camisa 9 reforçou que o objetivo é avançar e que a atmosfera mexicana será determinante. Ele evitou prognósticos de placar, mas demonstrou convicção de que a equipe manterá o padrão exibido até aqui, sem sofrer gols e com 100% de aproveitamento. Para o torcedor, a mensagem é clara: o 12º jogador estará em campo.
“Simplesmente mostrando a eles que não somos inferiores, que podemos competir em igualdade de condições, que podemos jogar bem. Temos o apoio de todos os torcedores aqui no México, no Azteca, que fizeram isso ser sentido nestes jogos que disputamos aqui. Vamos entrar em campo e jogar como temos jogado nestas partidas.”
A fala de Jiménez ecoa a confiança instalada no elenco e eleva a expectativa sobre o efeito psicológico de atuar diante de mais de 80 mil vozes. Para quem acompanhar o duelo, a postura inicial do México deve indicar se o discurso se traduzirá em ações concretas.
Fidalgo enxerga “teste perfeito” e sonha com quartas
O entusiasmo não se limita ao setor ofensivo. O meia Álvaro Fidalgo também se mostrou otimista durante conversa com repórteres. Segundo o jogador, enfrentar um candidato ao título logo nas oitavas representa oportunidade dupla: consolidar o projeto de jogo da equipe e, ao mesmo tempo, medir ambições mais altas. Ele acredita que superar um rival desse porte pode transformar a campanha mexicana.
“Se você quer ir longe, precisa enfrentar os melhores. Amanhã é um grande teste, e por que não sonhar em chegar às quartas de final? Estamos prontos para isso. Estamos falando de jogar as oitavas de final no Estádio da Cidade do México contra a Inglaterra.”
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Para Fidalgo, o simples fato de encarar a Inglaterra no Azteca já serve de combustível. O discurso reforça a narrativa de que o México pretende ditar o ritmo, explorando tanto a familiaridade com o gramado quanto o desgaste físico que a altitude costuma impor aos visitantes europeus. Não por acaso, a imprensa local lembra que times estrangeiros historicamente encontram dificuldades respiratórias a partir dos minutos finais do primeiro tempo.
Análise: altitude como fator estratégico
A confiança demonstrada pelos jogadores encontra respaldo em um componente fisiológico. Disputar 90 minutos a mais de 2.000 m acima do nível do mar exige adaptação que, frequentemente, não ocorre em curtos períodos de preparação. Caso o México consiga imprimir intensidade desde o início, a tendência é ver a Inglaterra administrar não apenas a pressão tática, mas também o impacto do ar rarefeito.
Ao mesmo tempo, a equipe comandada pelos ingleses sabe que todo favoritismo prévio pode ruir se o controle de posse não for eficaz. O cenário sugere partida aberta, na qual a condição ambiental cria um “campo inclinado” favorável ao dono da casa, algo observado em edições anteriores do Mundial, conforme relatórios técnicos da FIFA.
O que você acha? A altitude do Azteca será determinante ou a Inglaterra conseguirá neutralizar o efeito e confirmar o favoritismo? Para acompanhar mais análises e notícias da competição, acesse nossa cobertura completa.


