MotoGP — Nesta sexta-feira (15), em Montmeló, Pedro Acosta roubou a cena ao registrar 1min38s710 no Circuito de Barcelona e garantir vaga direta no Q2 do GP da Catalunha, enquanto nomes de peso como Francesco Bagnaia e Jorge Martín tiveram de engolir o revés de iniciar a classificação pelo Q1.
- Em resumo: Acosta lidera a lista dos dez que avançam ao Q2, seguido de Álex Márquez e Brad Binder.
- Bagnaia, Martín e o brasileiro Diogo Moreira ficaram fora do corte e precisarão disputar o Q1.
Acosta impõe ritmo e leva KTM ao topo
O espanhol de apenas 21 anos cravou o melhor tempo logo na segunda atividade do dia, aproveitando o asfalto ainda frio para extrair o máximo da sua KTM. O 1min38s710 estabelecido por Acosta superou por meros 0s018 o registro de Álex Márquez, piloto da Gresini que também flertou com a liderança.
O bom desempenho da casa austríaca foi reforçado pelo terceiro lugar de Brad Binder, selando uma manhã em que a dupla da equipe oficial terminou como a combinação mais consistente. A classificação também premiou Raúl Fernández — o quarto, com a Aprilia da Trackhouse — e Johann Zarco, quinto com a Honda da LCR.
Completaram o top-10 Fabio Di Giannantonio (VR46), Marco Bezzecchi — que sustenta a liderança do campeonato —, Joan Mir (Honda oficial), Jack Miller (Yamaha/Pramac) e Fabio Quartararo, responsável por colocar a Yamaha de fábrica na fase decisiva.
O roteiro da etapa catalã, que pode ser conferido no guia da ESPN sobre a temporada da MotoGP, prevê ainda um treino livre às 5h10 (de Brasília) neste sábado e a classificação completa às 5h50. A Sprint larga às 10h, enquanto o GP principal acontece no domingo às 9h.
Favoritos obrigados a buscar reação no Q1
A grande surpresa do dia veio da Ducati: Bagnaia não passou do 12º lugar, situação rara para o bicampeão que costuma brigar pelas primeiras filas. Logo atrás apareceu Ai Ogura (13º), seguido por Diogo Moreira (14º), único brasileiro no grid. Jorge Martín, vencedor da etapa francesa e amplamente cotado ao título, amargou apenas a 17ª colocação.
Ir ao Q1 significa não só maior desgaste físico, mas também risco tático: apenas os dois melhores avançam para o Q2, e qualquer erro mínimo pode ser fatal. Em pista tradicionalmente apertada nos minutos finais, ficar preso em tráfego ou errar o timing da volta pode custar caro à dupla da Ducati e Aprilia.
Análise: pressão extra sobre Bagnaia e Martín
O Q1 tende a ser uma loteria onde tráfego, temperatura e ordem de saída ganham peso desproporcional. Bagnaia, acostumado a trabalhar com sessões mais longas para refinar o acerto, terá menos de 15 minutos para entregar volta perfeita. Martín, por sua vez, precisa estancar a montanha-russa de resultados para não ver rivais abrirem distância na tabela.
A disputa também afeta o domingo: largar do meio do pelotão aumenta a probabilidade de toques na primeira curva de Montmeló — famosa pelos enroscos logo na freada forte. Quem sair ileso pode ainda usar a Sprint como amortecedor de pontos, mas o dano psicológico de perder o Q2 direto já estará feito.
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