Seleção Brasileira — A poucos dias do último amistoso pré-Copa do Mundo de 2026, Lucas Paquetá voltou aos holofotes: absolvido de suspeitas de apostas em 2025, o meia ganhou espaço entre os titulares de Carlo Ancelotti e abriu o jogo sobre o turbilhão que quase implodiu sua carreira.
- Em resumo: Paquetá relata como a investigação abalou seu futuro e a vida familiar.
- Com a confiança de Ancelotti, o meia inicia os treinos na equipe principal para o duelo com o Egito.
Investigação de apostas deixou cicatrizes profundas
Afastado do noticiário esportivo positivo durante grande parte do processo, Paquetá viu sua transferência ao clube dos sonhos ruir e sua imagem ser questionada. O caso, encerrado apenas no ano passado, expôs o atleta e a família a um escrutínio que, segundo eles, ultrapassou qualquer linha do razoável. Documentos anexados no inquérito e os desdobramentos jurídicos do episódio foram acompanhados de perto pela imprensa e pelos torcedores, derrubando a moral do jogador em meio ao ciclo rumo ao Mundial. O episódio também serviu de alerta para outras federações, levando entidades como a FIFA a reforçar diretrizes de integridade.
Duda Fournier, esposa do jogador, foi a primeira a narrar o peso desse período em rede nacional.
“Ele perdeu a chance de ir para o time dos sonhos dele. O sonho dele era jogar no Manchester City. Isso mexeu muito com a cabeça dele. As pessoas podem até ter noção do quanto foi ruim, mas eu e o Lucas sempre falamos que ninguém vai saber o que a gente passou”
A lembrança evidencia quanto a suspeita fragilizou projetos profissionais e paixões pessoais: o atleta não só viu uma negociação histórica naufragar, como também precisou reconstruir lentamente sua reputação para voltar a ser opção confiável na Seleção.
Absolvição devolve confiança e vaga entre titulares
O alívio veio com a decisão da comissão investigativa, que retirou todas as acusações em 2025. Desde então, Paquetá ganhou minutos no West Ham, retomou a forma física e, agora, surge entre os 11 iniciais testados por Ancelotti no CT de Morristown, em Nova Jersey. No esboço ensaiado pelo treinador, o camisa 8 atua ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães, reforçando a criatividade no meio-campo para o amistoso transmitido pela Globo.
” Saiu um elefante das costas. O medo que carregamos por muito tempo, a vergonha pelo julgamento das pessoas… Nos unimos muito. Nosso laço sempre foi forte, mas ficou ainda mais.”
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A fala de Duda ilustra a guinada emocional do casal: o fim da investigação permitiu que Paquetá voltasse a sorrir em casa, elemento que, segundo membros da comissão técnica, refletiu diretamente em seu desempenho nos treinos.
Análise: impacto psicológico na preparação para o hexa
O caso Paquetá expõe como fatores externos podem alterar rumos esportivos em pleno ciclo de Copa. Para Ancelotti, recuperar jogadores abalados psicologicamente é tão crucial quanto acertar posicionamento tático. A resposta positiva do meia oferece não apenas uma opção técnica, mas também um exemplo interno de superação — mensagem valiosa para um elenco cercado de expectativas pelo sexto título mundial.
Do ponto de vista institucional, a diretoria da CBF observa com atenção o desfecho feliz como argumento para pedir cautela em julgamentos públicos, lembrando que processos longos podem descartar talentos em momentos-chave de preparação.
O que você acha? Paquetá merece a vaga de titular na Copa do Mundo de 2026? Para acompanhar mais sobre a equipe de Ancelotti, acesse nossa cobertura completa.

