Palmeiras — Após empatar por 1 a 1 com o Cruzeiro no Allianz Parque, no último sábado (16), Abel Ferreira aproveitou a entrevista coletiva para exaltar o trabalho de Artur Jorge e, de quebra, provocar o Botafogo ao citar pendências financeiras do rival carioca em 2024.
- Em resumo: Abel elogiou Artur Jorge, mas ironizou o Botafogo por “contratar sem pagar”.
- Provocação reacende a rivalidade que marcou a temporada de 2024.
Provocação que traz 2024 de volta à tona
O empate com o Cruzeiro não impediu o técnico alviverde de mirar em um velho desafeto. Ao ser questionado sobre o desempenho de Artur Jorge, Abel puxou a memória de 2024, ano em que o treinador português comandou o Botafogo e empilhou títulos. O comentário não ficou restrito ao campo tático: ele resgatou a polêmica de supostos atrasos nos pagamentos das contratações alvinegras.
A lembrança ganha peso porque, naquele ano, o Glorioso eliminou o Palmeiras nas oitavas da Libertadores e, mais tarde, ergueu também o Brasileirão, deixando o time paulista na segunda colocação. O cenário ainda incomoda parte da torcida e, aparentemente, o próprio técnico alviverde, que fez questão de falar em “dívidas” antes de saudar o colega de profissão. Detalhes da campanha vitoriosa do Fogão constam nos arquivos oficiais da Confederação Brasileira de Futebol, e seguem sendo referência para comparações.
Ele [Artur Jorge] é excelente treinador. Quando estava no Botafogo, tinha uma excelente equipe, que contratou jogadores por todo lado. Não pagou ninguém, mas contratou.
A fala ecoou nas redes sociais e nas redações esportivas. De um lado, foi vista como reconhecimento ao talento de Artur Jorge; de outro, acendeu a chama da rivalidade com o Botafogo, que vinha relativamente controlada desde os confrontos de 2024. Para os palmeirenses, a cutucada soa como desabafo; para os botafoguenses, como tentativa de desmerecer conquistas históricas.
Jogo-chave para o Botafogo contra o Corinthians
Enquanto a repercussão da coletiva corria solta, o Fogão se prepara para um duelo de risco contra o Corinthians neste domingo (17), às 16h, no Nilton Santos. Ambos somam 18 pontos e encaram a rodada com a corda no pescoço, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento. O resultado da partida pode redefinir o rumo de cada equipe no campeonato e, de quebra, influenciar a narrativa que Abel trouxe à tona.
Análise: ressentimento alviverde ainda latente
A cutucada de Abel reforça que o capítulo de 2024 permanece aberto no imaginário palmeirense. A eliminação para o Botafogo na Libertadores e o vice-campeonato brasileiro formaram um combo doloroso, raramente esquecido por quem disputa troféus ano após ano. Ao mencionar a suposta inadimplência alvinegra, o técnico expõe também a discussão recorrente sobre equilíbrio financeiro e “fair play” no futebol nacional.
Para Artur Jorge, as palavras de Abel funcionam como dupla validação: reconhecem seu trabalho no Cruzeiro e reforçam o peso do título histórico conquistado no Botafogo. Já para o Fogão, o episódio pode virar motivação extra em um momento de turbulência na tabela.
O que você acha? A provocação de Abel Ferreira reacende rivalidades ou apenas evidencia uma busca por motivação? Para acompanhar mais análises e notícias da Série A, acesse nossa cobertura completa.

