Corinthians — A presença de Memphis Depay na Copa do Mundo de 2026 passou a depender de uma verdadeira corrida contra o relógio. Ronald Koeman avisou que só chamará o camisa 10 alvinegro se ele conseguir atuar nos próximos três compromissos do clube, incluindo o duelo diante do Peñarol, no Uruguai.
- Em resumo: Koeman exige sequência imediata de jogos para confirmar Depay no Mundial.
- Atacante soma apenas 12 partidas, com 1 gol e 1 assistência na temporada.
Koeman condiciona convocação a sequência de jogos
Em entrevista ao Ziggo Sport, o comandante da Seleção Holandesa deixou claro que desempenho recente será critério decisivo. O alerta chega num momento de pressão interna no Corinthians, que planeja utilizar o atacante já nesta quinta-feira (21), às 21h30, contra o Peñarol, pela fase de grupos da Libertadores. De acordo com o site oficial da Fifa, a convocação para o Mundial está prevista para breve, o que torna cada minuto em campo determinante.
Koeman destacou que não abrirá exceções para o veterano, mesmo reconhecendo a importância histórica do atleta para a Laranja Mecânica.
“Ele (Memphis) ainda tem três jogos antes da convocação. Precisa jogar neles. Aí eu o levarei (para o Mundial)”.
A fala pública do técnico eleva a urgência: sem ritmo de competição, Depay corre o risco de ver a Copa do Mundo pela televisão, algo impensável poucos anos atrás.
Lesão, minutagem baixa e incerteza contratual pesam
Depay amargou uma lesão de grau 2 na parte anterior da coxa direita durante partida contra o Flamengo, em março. Um exercício inadequado agravou o quadro e atrasou a recuperação. Até o momento, ele participou de só 12 jogos, marcando um gol e oferecendo uma assistência — números tímidos para quem chegou com status de estrela.
Fora de campo, o futuro também é nebuloso. O contrato se encerra em junho e só será renovado se o Corinthians encontrar parceiro que banque 100% dos vencimentos e se o jogador aceitar redução salarial. A diretoria mantém conversas, mas ainda sem garantias.
Análise: impacto da decisão para clube e seleção
A postura de Koeman pressiona duas frentes. Para o Corinthians, ter o camisa 10 em ritmo ideal aumenta a chance de classificação na Libertadores, competição que movimenta receitas vitais para o clube. Para a Holanda, perder um atacante experiente num torneio curto pode custar profundidade ao elenco. Ao condicionar a convocação, o técnico sinaliza que performance atual vale mais que reputação passada — tendência cada vez mais comum em seleções que buscam elevar o nível físico nos grandes torneios.
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