Athletico-PR — O clube paranaense encerrou a tratativa pela compra do zagueiro Bruno Baldini, de apenas 19 anos, após impasse sobre a forma de pagamento exigida pelo Avaí.
- Em resumo: divergência sobre parcela à vista frustrou acordo que era dado como certo.
- Sem o reforço, Furacão corre para encontrar um novo zagueiro ainda nesta janela.
Mudança no pagamento azeda negócio
Internamente, a negociação era vista como prioridade: o Athletico pretendia adquirir 80% dos direitos econômicos de Baldini e firmar contrato de quatro anos. Porém, o Avaí manteve a exigência de receber quase metade do valor à vista, condição que o Rubro-Negro decidiu rever na reta final. Como nenhum lado cedeu, as conversas foram encerradas, segundo a repórter Monique Vilela.
A desistência acontece quando o elenco de Odair Hellmann já sente a escassez de peças para a zaga. A janela de meio de ano abre em breve, e os clubes correm para registrar reforços na base de dados da CBF, requisito obrigatório para utilizar novos atletas nas competições nacionais.
Próximos passos do Furacão
Sem Baldini, a diretoria admite que precisará refazer a lista de alvos. A busca por um zagueiro ganhou status de “obrigatória” nos corredores da Arena da Baixada; quando um dos titulares se ausenta, a queda de rendimento é sentida imediatamente.
Ao cancelar o negócio, o Athletico também corre o risco de ver a promessa catarinense desembarcar em outro destino da Série A. O texto original destaca que o Rubro-Negro foi o único clube a formalizar proposta, mas outros observam o atleta de perto e podem avançar agora que a porta foi reaberta.
Análise: postura que pode custar caro
O episódio expõe o delicado equilíbrio entre disciplina financeira e necessidade esportiva. Ao tentar renegociar condições consideradas essenciais pelo Avaí, o Athletico preservou seu caixa, porém agravou um déficit técnico que já preocupa a comissão de Odair Hellmann. A demora para fechar reforços pode impactar diretamente o desempenho em competições de pontos corridos, onde a regularidade defensiva costuma ser decisiva.
Além disso, a recusa em investir em um prospecto de 19 anos contrasta com a estratégia de mercado que levou o Furacão a revelar e vender atletas por cifras milionárias nos últimos anos. Resta saber se a direção encontrará alternativa de mesmo potencial antes do fechamento da janela.
O que você acha? O Athletico foi prudente ao recuar ou perdeu uma chance rara de lapidar outro jovem talento? Para acompanhar mais movimentações do mercado, acesse nossa cobertura completa.

