Botafogo — A negociação pela liberação de Alexander Barboza virou tema quente entre Rio e São Paulo: enquanto o Palmeiras exige o zagueiro logo depois de ele completar 12 partidas no Brasileirão, o Glorioso ainda conta com o argentino para os dois confrontos finais da fase de grupos da Copa Sul-Americana.
- Em resumo: Verdão busca antecipar a chegada de Barboza para reduzir risco de lesão.
- Alvinegro quer manter o defensor contra Independiente Petrolero e Caracas.
Pressa palmeirense para evitar imprevistos
Fontes ouvidas pelo GE revelam que a diretoria alviverde vê na sequência de jogos do Brasileirão um ponto de virada estratégico; ter Barboza integrado ao elenco após o 12º compromisso nacional daria tempo hábil de adaptação e, sobretudo, diminuiria a probabilidade de novo problema físico antes do mata-mata das competições que o Palmeiras ainda disputa.
O clube paulista aposta no bom relacionamento construído durante a negociação de venda para que sua solicitação seja atendida. Em cenários semelhantes, a chegada antecipada de um atleta costuma ocorrer quando todas as partes concordam que o risco esportivo para o vendedor é baixo, prática respaldada pelos regulamentos divulgados pela Conmebol.
Botafogo mira classificação em primeiro lugar
Pelo lado carioca, o uso de Barboza é visto como peça-chave para assegurar a liderança do grupo. Caso o Alvinegro derrote o Independiente Petrolero e veja o Caracas tropeçar diante do Racing, a vaga direta nas oitavas estará garantida com uma rodada de antecedência. Nessa hipótese, o jogo final viraria mera formalidade, facilitando um possível acordo.
Internamente, porém, o Botafogo sustenta que, até lá, tem total direito contratual de escalar o defensor. A intenção é mantê-lo ativo nos duelos que ainda valem posição e premiação na competição continental.
Análise: impasse sem desgaste, por enquanto
Apesar da divergência, os dirigentes evitam transformar o tema em crise pública. O histórico recente entre os clubes — inclusive a negociação que levou Barboza ao Palmeiras — indica que existe margem para conciliação pragmática: se o time carioca garantir o primeiro lugar nesta quarta, o último jogo pode perder peso esportivo e abrir caminho para a liberação.
Contudo, caso o grupo permaneça indefinido, o Botafogo tende a segurar o atleta, e o Palmeiras terá de aguardar ou oferecer contrapartida convincente. O episódio ilustra como vendas antecipadas de jogadores, cada vez mais comuns, exigem cláusulas detalhadas para evitar choque de interesses em calendários sobrecarregados.
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