Seleção Brasileira — Nesta terça-feira, o preparador de goleiros Taffarel abriu os bastidores da convocação de Carlo Ancelotti e contou ter conversado com Bento antes de o arqueiro descobrir que ficaria fora da Copa do Mundo.
- Em resumo: Taffarel garante que o erro de Bento no clássico saudita não influenciou a lista.
- Ancelotti priorizou regularidade recente e optou por Weverton como terceiro goleiro.
Bastidores da decisão de Ancelotti
De acordo com Taffarel, a comissão técnica avaliou desempenho e sequência dos candidatos ao gol. Mesmo com nomes como Hugo e John também cotados, a vaga acabou nas mãos de Weverton para dar cobertura a Alisson, que retornou de lesão, e a Ederson, ainda em fase final de recuperação, conforme determina o regulamento divulgado pela Fifa.
O ex-campeão mundial destacou que o critério foi amplo. A falha de Bento no duelo entre Al Nassr e Al Hilal, portanto, não apareceu como fator decisivo — ainda que o lance tenha repercutido.
“Eu falei para ele antes da convocação. Eu, como ex-goleiro, entendo perfeitamente (a falha). Se os treinadores que convocaram na minha época olhassem minhas falhas não teria feito nenhuma Copa. Tive várias”, frisou.
A fala expõe o cuidado da comissão em blindar o atleta e evitar que um único episódio determine sua presença ou ausência na maior competição do planeta.
Oscilação recente pesa contra Bento
Bento deixou o Athletico-PR como um dos nomes mais promissores da posição, mas atravessa período de irregularidade no futebol saudita. A sequência de atuações instáveis desidratou sua confiança e afetou a percepção interna sobre rendimento a curto prazo.
“O goleiro tem que ser avaliado como um todo, em uma sequência. Tanto ele quanto o Hugo, o John, tinham condições. Só fizemos uma convocação do Weverton justamente por esse fato de que o Alisson volta de lesão, o Ederson teve uma lesão na última convocação”, afirmou.
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O raciocínio reflete a busca por segurança imediata: diante de incertezas físicas dos titulares, Ancelotti enxergou em Weverton um perfil estabilizador, enquanto Bento ainda necessita recobrar consistência.
Análise: risco calculado na meta verde-amarela
As explicações de Taffarel indicam que a escolha não foi um veto definitivo a Bento, mas sim um movimento de curto prazo para minimizar riscos numa Copa do Mundo que não tolera erros individuais. A comissão privilegiou experiência e ritmo, conscientes de que eventuais contratempos físicos podem exigir troca repentina durante o torneio.
Para o goleiro que ficou fora, a mensagem é clara: retomar nível alto em clube e mostrar sequência sólida serão pré-requisitos para futuras convocações. A porta permanece aberta, mas só desempenho sustentado poderá reverter o cenário.
O que você acha? Ancelotti acertou ao apostar em Weverton ou Bento merecia a vaga? Para acompanhar mais decisões da Canarinho, acesse nossa cobertura completa.

