Bahia — A confirmação da lesão muscular de Luciano Juba sacudiu o Fazendão nesta segunda-feira, deixando o Tricolor sem seu principal jogador até depois da Copa do Mundo.
- Em resumo: lateral fica fora de ação até julho, segundo o departamento médico.
- Iago Borducci assume a posição nas próximas rodadas do Brasileirão.
Lesão muda o roteiro tricolor
Juba saiu mancando no empate por 1 × 1 com o Grêmio, no domingo, e exames mostraram problema na parte anterior da coxa esquerda. O clube tratou a notícia com cautela, mas confirmou que a contusão impede qualquer retorno antes de julho, logo após a Copa do Mundo.
O jogo em que o lateral se machucou ocorreu em 20/01/2026, data marcada por expectativa alta na Torcida Organizada, que lotou a Arena Fonte Nova em partida transmitida pela Globo. A frustração, porém, tomou conta quando o camisa 46 deixou o gramado no segundo tempo.
Com 22 partidas, oito gols e três assistências no ano, o ala de 24 anos vinha carregando boa parte da criação ofensiva do time. Segundo o portal Globo Esporte, a gravidade do estiramento exige protocolo rígido de reabilitação, reduzindo a margem para antecipar a volta.
Fora da Copa e chance para Iago
A ausência prolongada derruba também a chance de Juba disputar o Mundial. O lateral figurava na pré-lista de Carlo Ancelotti, mas acabou preterido na convocação oficial que incluiu Alex Sandro e Douglas Santos. A lesão consolida o corte definitivo e, de quebra, diminui a visibilidade internacional do atleta.
No Bahia, a responsabilidade recai sobre Iago Borducci. Versátil, ele já atuou como ponta, mas ainda busca regularidade como defensor. Sua missão passa por equilibrar força defensiva e apoio ao ataque, papel que Juba vinha desempenhando com naturalidade.
A diretoria enxerga a lesão como alerta vermelho num momento de instabilidade. Sem ganhar dois jogos seguidos há um mês, o time precisa reagir rapidamente para não despencar na tabela do Brasileirão, competição organizada pela Confederação Brasileira de Futebol.
Análise: Bahia sem seu artilheiro
O departamento de futebol enfrenta agora um dilema tático. A saída de Juba desestrutura o corredor esquerdo, setor por onde nasceram 40 % dos gols do time neste ano, conforme estatísticas internas do clube. Com Iago ainda sem convencer, a tendência é que o técnico redistribua funções ofensivas, recorrendo mais a cruzamentos da direita ou infiltrações centrais.
Além do impacto técnico, o problema físico do lateral inviabiliza uma eventual venda na janela do meio do ano, receita que poderia aliviar o caixa. O Tricolor contava com visibilidade na Copa para valorizar o ativo — cenário que, por ora, não existe mais.
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