Neymar — Confirmado por Carlo Ancelotti na lista divulgada nesta segunda-feira (18), o camisa 10 do Santos vai comandar o ataque da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, marcada para começar em 13 de junho.
- Em resumo: Artilheiro histórico do Brasil retorna para sua quarta participação em Mundiais.
- Experiência e bola parada viram trunfos de Ancelotti no esquema pensado para o torneio.
Números que sustentam a convocação
Com 128 partidas oficiais, Neymar só fica atrás de Cafu (150) em presenças pela Seleção. Os 79 gols anotados o colocam no topo da artilharia nacional, estatística reconhecida pela Fifa. A distribuição dos gols reforça sua regularidade: são 46 em amistosos, 16 nas Eliminatórias, oito em Copas do Mundo, cinco na Copa América e quatro na Copa das Confederações.
Atualmente no Santos, o atacante soma 45 jogos, 18 gols e nove assistências desde que voltou à Vila Belmiro. Esses números, aliados à medalha de ouro olímpica conquistada em 2016 e ao título da Copa das Confederações de 2013, servem de cartão de visita para um elenco recheado de jovens.
Histórico em Copas: da fratura à igualdade com lendas
A trajetória do camisa 10 em Mundiais começou em 2014, quando balançou as redes quatro vezes em cinco confrontos antes de deixar o torneio com fratura na coluna sofrida contra a Colômbia. Em 2018, registrou dois gols em cinco jogos até a queda diante da Bélgica nas quartas de final. Já em 2022, mesmo atuando apenas três vezes, voltou a marcar duas vezes e se tornou, ao lado de Pelé e Ronaldo, um dos poucos brasileiros a fazer gols em três edições consecutivas de Copa.
No total, são 13 partidas e oito gols em Copas, desempenho que Ancelotti pretende potencializar com uma função mais central, explorando passes decisivos e cobranças de falta próximas à área.
Versatilidade tática sob comando de Ancelotti
A comissão técnica definiu a presença do camisa 10 como parte de um critério voltado a torneios de tiro curto. Neymar amplia o repertório ofensivo com jogadas individuais que quebram linhas e com precisão na bola parada — fundamento vital em mata-matas equilibrados. Além disso, sua representatividade internacional causa impacto psicológico em adversários e, segundo a análise da própria CBF, pode influenciar até na postura das arbitragens.
Dentro do vestiário, o atacante assume papel de mentor para as novas peças convocadas. A convivência com atletas menos experientes tende a acelerar a adaptação do grupo a cenários de alta pressão, algo recorrente em Copas do Mundo.
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