São Paulo — Em coletiva recente no Morumbi, o diretor executivo Rui Costa foi taxativo: mesmo com Dorival Júnior de volta ao comando, o zagueiro Arboleda permanecerá fora do elenco principal, treinando em separado.
- Em resumo: Rui Costa cortou qualquer chance de reintegração do equatoriano.
- Clube busca negociação para o defensor no meio do ano.
Palco novo, decisão antiga
A troca de treinador alimentou especulações de que Dorival, campeão com o Tricolor em 2023, interviria a favor do zagueiro. Porém, antes mesmo das perguntas direcionadas ao técnico, Rui Costa ocupou o microfone e selou a questão. A manifestação pública tinha objetivo claro: evitar que a responsabilidade recaísse sobre o recém‐chegado.
De acordo com o dirigente, a medida disciplinar foi deliberada pela cúpula são‐paulina ainda na gestão anterior e não sofreria alteração com a mudança no banco de reservas. A declaração reforça a governança interna do clube, além de afastar a ideia de que decisões estratégicas seriam terceirizadas ao técnico. Para detalhes de regulamentos, o site oficial da CBF apresenta o manual disciplinar da competição.
“Eu queria fazer um esclarecimento para que esse ônus não seja do Dorival. A respeito das especulações que se fazem em relação ao Arboleda. Ele está treinando separado, permanecerá e não será reintegrado. Isso é uma decisão da diretoria, tomada antes da chegada do Dorival. Por todos os motivos que vocês conhecem. Esse é um esclarecimento oportuno”.
Com a fala, Rui Costa blindou Dorival de questionamentos imediatos e evidenciou que o afastamento não é assunto tático, mas institucional.
Próximo passo: mercado aberto ao zagueiro
Arboleda, que ficou ausente por mais de um mês sem autorização, retornou recentemente ao CT. O departamento de futebol decidiu mantê‐lo em rotina distinta enquanto trabalha por uma solução: venda definitiva, troca ou outro tipo de compensação financeira.
Internamente, a avaliação é que uma rescisão amigável premiaria a conduta do atleta e geraria prejuízo ao clube. Ao mesmo tempo, liberar o defensor sem retorno financeiro poderia fortalecer um rival direto, já que o equatoriano goza de bom prestígio no mercado nacional.
Análise: disciplina x ativos valiosos
O recado público de Rui Costa tenta equilibrar dois eixos: mostrar rigidez com quebras de hierarquia e, ao mesmo tempo, preservar o valor de mercado de um zagueiro internacional. Clubes brasileiros acostumam‐se a sufocar indisciplina para não desvalorizar atletas, mas o São Paulo sinaliza que, desta vez, reputação institucional prevalece.
Na prática, a postura aumenta a pressão sobre potenciais compradores: o Tricolor não dará carta de liberdade, mas também não estenderá a mão ao jogador sem contrapartida. Fica o aviso aos interessados de que a negociação ocorrerá em termos definidos pela diretoria.
O que você acha? O São Paulo acerta ao manter Arboleda afastado até encontrar negócio ou deveria reavaliar a punição? Para acompanhar mais bastidores do Tricolor, siga nossa editoria de Brasileirão.

