BAHIA — O empate por 1 a 1 com o Grêmio, na Fonte Nova, manteve o Tricolor de Aço sem vencer há sete partidas e abriu espaço para uma onda de protestos que o zagueiro Kanu classificou como “super respeitosa” e plenamente compreensível.
- Em resumo: time baiano soma sete jogos sem triunfo e escuta cobranças na Fonte Nova.
- Eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores agravam o clima de frustração.
Sequência sem vitória pressiona elenco
O Bahia até criou chances claras, mas voltou a tropeçar diante da torcida, que reagiu com vaias e faixas de cobrança. Para Kanu, a forma pacífica do protesto demonstra que o torcedor ainda aposta em uma virada de desempenho. O defensor destacou que o grupo apresentou outra postura em campo, embora o resultado continue aquém do investimento feito para a temporada, cujo foco agora se limita ao Campeonato Brasileiro.
Diante da estatística incômoda — sete partidas sem conquistar três pontos —, o ambiente interno ganhou tom de “urgência controlada”, nas palavras do próprio vestiário.
“O protesto, do jeito que foi hoje, foi super respeitoso, nós não temos o que falar. Deixamos a desejar em alguns pontos, mas hoje eu acredito que eles viram um time diferente, viram uma postura diferente, viram um volume de jogo maior, chances de gol claras”.
A avaliação de Kanu dá o tom de um elenco que busca respaldo na melhora de atuação, mas reconhece a necessidade imediata de transformar volume em gols e resultados.
Eliminações em série aumentam desgaste
A queda na Copa do Brasil — tida como a gota d’água para a paciência da arquibancada — veio na esteira da eliminação precoce na Libertadores. Restou ao Bahia focar apenas no Brasileirão, cenário que amplia a pressão por vitória a curto prazo, já que cada rodada passou a ser decisiva para resgatar confiança e manter o projeto esportivo nos trilhos.
“Infelizmente a fase não está boa e a bola não entra. Os caras, com uma oportunidade de gol, fizeram um gol, e a gente, com no mínimo cinco chances claras, não conseguiu transformar isso em gol e sair daqui com um triunfo”.
No vestiário, a análise ecoa: falta eficácia. Enquanto o adversário aproveitou a única chance, o Tricolor desperdiçou ao menos cinco oportunidades nítidas, segundo o defensor.
Análise: cobrança da torcida e futuro do projeto
Os protestos ganham força porque o Bahia iniciou o ano com expectativas elevadas após reforços e estrutura de SAF. A ausência de títulos ou avanços em mata-matas frustrou essa projeção e fez da campanha no Brasileirão a última vitrine para validar o investimento. A manifestação respeitosa indica que a relação torcida-clube ainda não rompeu, mas o limite da paciência está próximo. Se a sequência negativa persistir, o ambiente pode mudar de tom e afetar decisões internas sobre elenco e comissão técnica.
O que você acha? A torcida exagera ou a cobrança é parte do jogo? Para acompanhar mais análises do campeonato, acesse nossa cobertura completa.

