Cruzeiro — Pressionado pelo peso de um investimento de R$ 42 milhões que não rendeu retorno técnico, o clube mineiro trabalha para negociar o volante Walace já na próxima janela de transferências, em julho.
- Em resumo: SAF corre contra o tempo para aliviar rombo de R$ 42 milhões com o jogador.
- Afastamento por indisciplina deixou o mercado ciente da urgência cruzeirense.
Clube admite pressa no mercado
Contratado em 2024 junto à Udinese, da Itália, Walace jamais se firmou na Toca da Raposa. O investimento elevado, que beirou R$ 42 milhões, virou ônus nos balancetes e motivo de preocupação esportiva.
Sem espaço nos planos do técnico Artur Jorge, a diretoria celeste já sinalizou a empresários e a clubes brasileiros e estrangeiros que topa negociar o volante assim que a janela do meio do ano abrir, algo regulamentado na página oficial da CBF para registros nacionais.
Dirigentes reconhecem que o cenário é desfavorável: o afastamento por indisciplina, tornado público há pouco mais de um mês, reduziu a margem de barganha da SAF. Ainda assim, a expectativa interna é recuperar parte do investimento e abrir espaço na folha salarial.
Afastamento público derruba valor de mercado
Walace treina separado do elenco desde que descumpriu o código de conduta do clube. A medida disciplinar, confirmada pelos próprios departamentos de futebol e comunicação, escancarou ao mercado que o Cruzeiro tem pressa para se livrar do ativo.
O volante disputou apenas sete minutos em 2026, entrando no fim da vitória sobre o Pouso Alegre, segundo levantamentos divulgados pela imprensa. No acumulado geral, soma 51 partidas, com um gol marcado e nenhuma assistência, passando por cinco treinadores — Fernando Seabra, Fernando Diniz, Leonardo Jardim, Tite e, atualmente, Artur Jorge.
Com números discretos e visibilidade negativa, o atleta viu seu valor de mercado despencar. O Santos chegou a sondar um empréstimo, mas a negociação não avançou. Nos bastidores, fala-se que propostas definitivas dificilmente cobrirão o montante investido em 2024, empurrando o Cruzeiro para modelos de cessão com opção de compra.
Análise: danos financeiros e imagem em jogo
A pressa da SAF evidencia como um caso de indisciplina pode se transformar em prejuízo contábil. Ao afastar Walace, o Cruzeiro protegeu o vestiário, mas praticamente anunciou ao mercado que aceitará qualquer compensação razoável. Esse descompasso de forças costuma resultar em transações abaixo do preço de custo, ampliando perdas.
Internamente, a prioridade agora é impedir que o episódio afete o planejamento esportivo de 2026. Liberar a folha, reduzir ruído no elenco e realocar recursos são passos estratégicos para manter competitividade no Campeonato Brasileiro.
O que você acha? A SAF deve aceitar um empréstimo imediato ou aguardar uma venda definitiva? Para acompanhar mais análises do Campeonato Brasileiro, acesse nossa cobertura completa.

