Bahia — Pressionado pela série negativa que já dura sete partidas, o técnico Rogério Ceni reconheceu que Everton Ribeiro pode perder a vaga de titular e explicou, em entrevista recente, por que o meia vem rendendo abaixo do esperado.
- Em resumo: Ceni admite que o camisa 10 pode iniciar no banco, sobretudo em jogos fora de casa.
- Tricolor de Aço chegou ao sétimo duelo sem vencer ao empatar por 1 a 1 com o Grêmio na Fonte Nova.
Sequência sem triunfo amplia a cobrança interna e externa
O empate de domingo (16) manteve o Bahia distante dos resultados positivos e alimentou o coro por mudanças. Com sete compromissos consecutivos sem vencer, o clima nas arquibancadas da Fonte Nova alterna entre apreensão e impaciência. Apesar de os holofotes se voltarem principalmente para Rogério Ceni, a torcida passou a cobrar também peças consideradas intocáveis em outros tempos, caso de Everton Ribeiro.
Os números da campanha deixam o clube em alerta: sem triunfos nas últimas rodadas, qualquer tropeço adicional pode custar posições na classificação oficial disponibilizada pela Confederação Brasileira de Futebol. A recente oscilação faz crescer a pressão por soluções imediatas — e o treinador ensaiou a primeira delas ao falar sobre o status de seu principal articulador.
Ceni põe a titularidade de Everton Ribeiro em debate
Questionado sobre a possibilidade de sacar o meia experiente do time, Rogério Ceni foi direto. Para o comandante, o critério de rendimento físico pesa tanto quanto a qualidade técnica, o que abre espaço para alterações na escalação inicial já nas próximas partidas.
“Acho que todos podem. Hoje, por exemplo, o Jean Lucas começou no banco. Ele te traz coisas técnicas que é raro encontrar em um jogador. Agora, em matéria de intensidade, caiu um pouquinho. Não sei se está atrelado à idade ou aos jogos. Eu tenho admiração, respeito e acredito nele dentro do campo”.
A fala expõe duas linhas de avaliação: o reconhecimento público da queda de intensidade do meia e a manifestação de confiança de que a situação possa ser revertida. Ao citar Jean Lucas como exemplo de rotação no elenco, Ceni sinaliza que ninguém tem lugar cativo enquanto o rendimento coletivo não retornar ao patamar ideal.
“Na hora em que eu achei que não dava mais, botei o Nestor e tentei fazer um meio-campo um pouco mais forte. Mas é um jogador que, não só pela admiração e pelo respeito, eu acredito que pode ganhar o jogo para mim muitas vezes. Mas, como todos, ele pode, sem dúvida nenhuma, especialmente em jogos fora de casa, começar no banco e entrar no segundo tempo”.
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O complemento reforça que a eventual saída de Everton Ribeiro do time titular não seria definitiva, mas parte de uma estratégia para preservar o atleta e aumentar a competitividade do setor. O treinador descreveu como pretende dosar minutos e, ao mesmo tempo, manter a experiência do jogador como arma para a etapa final dos confrontos.
Análise: pressão sobre Ceni e alternativas no meio-campo
A admissão de que Everton Ribeiro pode ser reserva evidencia a busca por respostas rápidas em meio à sequência sem vitórias. Ceni tenta equilibrar a necessidade de oxigenar o time com a preservação de líderes do elenco — movimento comum em cenários de turbulência esportiva. O discurso sobre “intensidade” sugere que desempenho físico será parâmetro decisivo nas próximas escolhas.
Com a janela de meio de ano se aproximando, a possibilidade de reforços ganha força nos bastidores. O próprio técnico citou a ausência de peças com características de criação semelhantes às de Everton Ribeiro, o que indica procura por outro “camisa 10”. O acerto ou erro nessa movimentação pode definir o rumo do Bahia na temporada.
O que você acha? Everton Ribeiro deve começar no banco ou merece mais chances como titular? Para acompanhar todas as movimentações do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.

