Athletico Paranaense — Depois do empate por 1 a 1 com o Flamengo, em Curitiba, o atacante Viveros voltou aos holofotes, mas o discurso de Leonardo Jardim expôs tanto o potencial quanto os obstáculos para uma possível transferência.
- Em resumo: Jardim elogiou a força física de Viveros, mas alertou que o ritmo rubro-negro poderia atrapalhar o atacante.
- Athletico rejeitou até US$ 18 milhões e não cogita vender para rivais nacionais.
Elogios com ressalvas de Leonardo Jardim
Ao analisar o desempenho do colombiano, o técnico ressaltou que a explosão em contra-ataques casa perfeitamente com o estilo do Furacão. Em contexto diferente, porém, o encaixe não seria tão simples, conforme explicou em entrevista citada pela Confederação Brasileira de Futebol.
Para Jardim, a performance do atleta se potencializa quando há campo livre para arrancar, cenário menos frequente no Flamengo, que costuma dominar a posse e atacar posicionado.
“Viveros é um jogador muito forte e de transição. Nessas equipes que utilizam transição, ele, pela sua velocidade e capacidade de duelo, consegue aglutinar bastante”.
A fala reforça que o principal trunfo do atacante está na explosão em campo aberto, algo determinante para compreender por que o comandante considera o encaixe no esquema rubro-negro mais complexo.
Estilo do Flamengo pode frear o colombiano
Na mesma entrevista, Jardim avaliou que o camisa 9 teria de se adaptar a um volume maior de passes curtos e menos espaços atrás da linha defensiva adversária, realidade oposta à Arena da Baixada.
“Se fosse um jogo mais à maneira do Flamengo seria diferente porque as transições não são tão constantes e, às vezes, este tipo de jogador tem mais dificuldade”.
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Em outras palavras, o treinador sinalizou que, sem a verticalidade de costume, Viveros poderia demorar a entregar o mesmo impacto imediato visto no Athletico.
Análise: impasse no mercado
O Athletico mantém postura rígida: não dialoga com concorrentes diretos e já recusou proposta externa de US$ 18 milhões (cerca de R$ 89,5 milhões). O clube entende que a valorização do colombiano ainda não atingiu o teto, enquanto o Flamengo esbarra no alto investimento exigido.
Com o mercado europeu monitorando o atacante, a tendência é de que qualquer ofensiva local se torne inviável, a menos que os rubro-negros se igualem ao patamar financeiro de fora do país.
O que você acha? Viveros encaixaria no estilo de posse do Flamengo ou renderia mais em transições velozes? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

