Athletico-PR — Na Arena da Baixada, o empate em 1 a 1 diante do Flamengo gerou indignação imediata no elenco rubro-negro paranaense e fez Odair Hellmann apontar o dedo para a arbitragem logo após o apito final.
- Em resumo: Hellmann disse que Jhegson Carrascal “precisaria fazer 65 faltas” para ser punido.
- Treinador considera que a atuação superior do Furacão merecia vitória.
Furacão controla o jogo e sai frustrado
O técnico avaliou que, mesmo diante de um dos elencos mais caros do país, seu time exibiu organização tática e personalidade do primeiro ao último minuto. Segundo ele, a performance coletiva minimizou a força ofensiva flamenguista, algo raro de acontecer na temporada de acordo com relatórios da Confederação Brasileira de Futebol.
Para engrossar o coro, a presença de Carlo Ancelotti, observando atletas do Flamengo para a Copa do Mundo, ampliou a vitrine — e a pressão — sobre os paranaenses. Hellmann destacou que a equipe respondeu bem ao cenário e, por detalhes, deixou escapar dois pontos essenciais na luta pela parte de cima da tabela.
“Não só entrega, a tristeza no final mostra a frustração do empate. A equipe fez por merecer um resultado melhor. Jogou contra uma equipe de qualidade, tem que defender, atacar e sustentar. Temos que ser quase perfeitos para conseguir o resultado. O torcedor reconheceu no final o enfretamento da equipe.”
A fala resume o ambiente no vestiário: orgulho pela atuação, mas irritação com o resultado. O treinador entende que o reconhecimento da torcida reforça a percepção de evolução competitiva, crucial para manter o Athletico no pelotão de frente.
Reclamações duras sobre o apito acendem alerta
Se o desempenho empolgou, os critérios do árbitro Rafael Klein revoltam a comissão técnica. Hellmann sustenta que o mesmo tipo de infração rendeu cartões a seus atletas enquanto adversários permaneceram impunes, cenário que, na visão dele, desequilibrou o duelo emocionalmente.
“Para o Papito é uma delícia dar cartão amarelo, mas para o Carrascal, tem que fazer 65 faltas para receber cartão. E o nosso jogador faz uma falta de menor intensidade e recebeu o cartão amarelo. Conversei com o (Rafael) Klein no final do jogo, qual critério ele usou. É subjetivo, na semana que vem pode vir alguém e expulsar. O treinador recebe amarelo, mas o Carrascal faz uma falta atrás da outra e não é expulso.”
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O desabafo expõe o temor de que decisões inconsistentes prejudiquem campanhas de clubes que não contam com elenco tão estrelado. Hellmann pediu reuniões internas para entender como a diretoria poderá agir institucionalmente a fim de reduzir danos futuros.
Análise: pressão sobre a arbitragem no Brasileirão
As críticas de Hellmann não são isoladas. Nas últimas rodadas, diferentes técnicos reclamaram de critérios variáveis, especialmente no uso de cartões. O episódio reacende o debate sobre transparência na aplicação das regras e reforça a necessidade de padronização, tema que já mobiliza a comissão de arbitragem da CBF.
Com o campeonato entrando na segunda metade, cada ponto se torna decisivo. Conflitos como o de Athletico x Flamengo tendem a ganhar proporção nacional, colocando os árbitros no centro das atenções e elevando a tensão em partidas decisivas.
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