Sob pressão, Ceni rebate chance de demissão no Bahia em 17/05/2026

Bahia — Cercado por vaias na Arena Fonte Nova, Rogério Ceni reafirmou que não pretende deixar o comando tricolor apesar da sequência de resultados frustrantes no Brasileirão.

  • Em resumo: técnico garante permanência mesmo sob forte contestação da torcida.
  • Empate por 1 a 1 com o Grêmio aprofunda jejum de vitórias e expõe ineficiência ofensiva.

Comprometimento reafirmado em meio ao fogo cruzado

Logo após o tropeço diante dos gaúchos, Ceni foi questionado sobre o risco de demissão, pauta que ganhou corpo nas arquibancadas e redes sociais. Sem titubear, o treinador disse que não cogita abandonar o projeto e que a cobrança faz parte do pacote para quem dirige um clube do tamanho do Bahia. A posição pública reduz, por ora, a especulação sobre uma ruptura imediata, cenário que poderia agravar ainda mais o ambiente interno.

O respaldo declarado também ecoa nos bastidores: até o momento, a diretoria não sinalizou mudança de rumo, conforme relatos alinhados às normas da Confederação Brasileira de Futebol sobre estabilidade técnica em campeonatos longos.

“Você abandonaria a sua profissão se alguém lhe ofendesse? […] Não estou aqui apenas pelo salário que ganho. Não quero muito, não quero nada além de poder trabalhar e desenvolver aquilo de que gosto”,

A fala reforça a postura de resiliência do comandante e mira diretamente o torcedor descontente, lembrando que ele se vê mais movido por realização profissional do que por contrato.

Eficiência ofensiva vira calcanhar do Tricolor

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No gramado, o Bahia produziu volume, mas voltou a pecar na hora decisiva. O time chegou a oito oportunidades claras, segundo o próprio Ceni, mas converteu apenas uma. O problema se repete nas últimas rodadas e tornou-se o principal gargalo a ser destravado até a próxima partida transmitida pela Band.

O técnico reconhece a urgência de transformar domínio territorial em pontos para estancar a pressão crescente e evitar que o time fique preso à parte de baixo da tabela.

“Acho que o elenco trabalha muito. Se o meu limite for o que aconteceu hoje, esse é o meu limite, com oito oportunidades claras de gols. O que eu não consigo controlar é a bola entrar ou não. O resultado é preponderante”,

Ceni responsabiliza a execução — não o planejamento — pelos tropeços recentes, argumento que divide especialistas: alguns apontam carência de repertório tático; outros veem ansiedade na definição das jogadas.

Análise: ruptura ou continuidade?

A sequência de eliminações para Clube do Remo na Copa do Brasil e O’Higgins na Libertadores colocou o projeto esportivo sob microscópio. A manutenção de Ceni indica que o Bahia aposta em continuidade, confiando que os indicadores de desempenho — posse de bola e chances criadas — se traduzirão em vitórias. No entanto, caso a conversão não ocorra rapidamente, a pressão externa pode sobrepor-se à convicção interna, cenário recorrente em clubes de massa.

Com janela de transferências se aproximando, a diretoria terá de decidir entre reforçar o elenco para suprir a carência de gols ou bancar a recuperação apenas com ajustes de treinamento. Cada resultado até lá pesará na balança.

O que você acha? O Bahia deve manter Rogério Ceni ou buscar novo treinador para reagir no Brasileirão? Para acompanhar todos os desdobramentos da Série A, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.