Bahia — Horas antes de enfrentar o Grêmio pelo Brasileirão, o clima no entorno da Fonte Nova ficou tenso: torcedores exibiram faixas com ameaças diretas ao elenco, em meio a uma sequência de seis jogos sem vitória.
- Em resumo: Cartazes prometeram “o terror” e pediram mais seguranças para jogadores.
- Protesto vem após eliminações em Libertadores e Copa do Brasil, além de jejum na liga.
Protesto intenso na Fonte Nova
A tensão explodiu no acesso principal do estádio. Integrantes de organizadas colaram faixas e entoaram cânticos de cobrança, mirando jogadores que chegaram para a concentração. Segundo regulamento divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol, o mandante é responsável pela segurança do ambiente externo, mas a atmosfera desta vez ultrapassou o padrão de recepção.
Com o Bahia atolado na má fase, as mensagens não deixaram dúvidas sobre o tom: a torcida quer uma resposta imediata dentro de campo.
“Time pipoqueiro”; “Não existe lugar seguro para vocês”; “Contratem mais seguranças”; “O terror vai começar”
O repertório agressivo sintetiza o grau de insatisfação. As frases afetaram diretamente a confiança do elenco e colocaram pressão extra sobre o técnico Rogério Ceni, que já vinha sendo o principal alvo de críticas.
Fracassos recentes aumentam pressão
Desde a chegada do Grupo City, o projeto tricolor previa evolução contínua: fuga do rebaixamento em 2023, vaga na Libertadores em 2024 e 2025 e, enfim, briga por título nacional ou continental em 2026. A realidade, entretanto, foi diferente.
O clube caiu na fase de grupos da Libertadores, ficou sem a “repescagem” na Sul-Americana e ainda foi surpreendido pelo Remo na quinta rodada da Copa do Brasil. No Brasileirão, ocupa apenas a sétima posição, longe da expectativa inicial de protagonismo.
Análise: limite entre cobrança e intimidação
O protesto desta semana evidencia uma linha tênue que separa pressão esportiva legítima de intimidação perigosa. Embora a torcida possua histórico de apoio incondicional, o uso de ameaças explicitas — “não existe lugar seguro” — sinaliza escalada que pode afetar não só o desempenho em campo, mas também o ambiente interno do clube. Autoridades de segurança e a diretoria precisam agir para garantir que a contestação permaneça dentro dos limites legais e não se converta em violência.
O que você acha? Ameaças como essas ajudam ou atrapalham o rendimento do Bahia? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

