Bahia chacoalha elenco em 03/12/2025 e Ceni resgata ‘esquecidos’

Bahia — A sequência de seis partidas sem vitória colocou o Tricolor em alerta, e Rogério Ceni reagiu com uma mudança radical no jogo de 03/12/2025, escalando nomes que estavam fora do radar para tentar recuperar o fôlego no Brasileirão.

  • Em resumo: zagueiro Marcos Victor e Iago Borduchi reaparecem após longas ausências.
  • Ceni afasta medalhões, mexe no ataque e aumenta a pressão por resultado imediato.

Rotação drástica para estancar a crise

O técnico abriu mão da fórmula consagrada e promoveu rotações em todos os setores. A estratégia incluiu o retorno de Marcos Victor, que não atuava havia quatro meses, e a improvisação de Iago Borduchi pelo flanco esquerdo ofensivo. A aposta é clara: quem mostrar mais intensidade permanece na equipe, independentemente de status ou salário, movimento cada vez mais comum em elencos que lutam por sobrevida na Série A.

No treino fechado anterior ao duelo, a comissão testou pelo menos três formações diferentes, priorizando velocidade pelos lados. A ênfase recaiu sobre Kike Olivera, Erick Pulga e Sanabria, todos em busca de espaço definitivo. A rotação continua nos próximos jogos, sinalizando que ninguém tem cadeira cativa.

“Jean Lucas tentou, mas não vou desistir dele. Ele tomou cartão amarelo, estava pendurado. Ele tentou, se esforça. As coisas, talvez, não estejam acontecendo como ele sempre fez aqui. Ele é dedicado, um cara profissional, trabalhador. Vamos analisar para os próximos jogos. Ele tentou dar a colaboração, não fez realmente um grande jogo. Mas o Jean é um ativo do clube, jogador importante, assim como todos os outros“, disse Rogério Ceni após a última partida.

A fala expõe o dilema: manter confiança em peças experientes ou acelerar a renovação. Ceni sinaliza que ainda conta com Jean Lucas, mas deixa claro que rendimento imediato será critério de permanência entre os titulares.

Medalhões perdem espaço e clima esquenta

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O caso mais emblemático é o de Ramos Mingo. Até então, o zagueiro era quase intocável em 2026, mas começou no banco contra o Remo pela primeira vez no ano. O recado interno foi direto: histórico recente não garante vaga. Outros nomes com trajetória consolidada, porém irregulares, já sentem o baque da nova política de meritocracia.

No ataque, Borduchi – antes lembrado apenas na defesa – ganhou minutos como ponta, destacando a urgência por amplitudes ofensivas. A ousadia pode ser decisiva para destravar um setor que perdeu profundidade nas últimas rodadas.

Análise: identidade em jogo e calendário implacável

As trocas intensas de Rogério Ceni revelam uma tentativa de frear a espiral negativa antes que a crise técnica se transforme em contágio emocional. Sem tempo para longas correções táticas, a opção foi devolver fome a atletas antes “esquecidos” e, ao mesmo tempo, pressionar medalhões a recuperar o nível.

Há, porém, um risco calculado: cada rodada sem vitória aumenta o ruído externo e pode abalar a coesão interna. A resposta diante do Grêmio, na Fonte Nova, vale mais que três pontos; ela definirá se o Bahia retoma sua identidade propositiva ou aprofunda o questionamento sobre o trabalho da comissão técnica.

O que você acha? A guinada de Ceni vai bastar para reacender o Bahia ou apenas intensificará a instabilidade? Para acompanhar mais análises e bastidores do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.