Fluminense — O recuo do Palmeiras na disputa por Nino, motivado pela contratação encaminhada de Alexander Barboza, abre um corredor para que o Tricolor tente repatriar o zagueiro que ergueu a Libertadores de 2023, conforme apuração divulgada pela Globo.
- Em resumo: Verdão esfriou oferta de até 12 mi € após fechar com Barboza.
- Com a concorrência menor, o Flu avalia como convencer o Zenit a liberar seu ex-capitão.
Valores travam investida alviverde
No início do ano, o Palmeiras alinhou salários com Nino e levou ao Zenit uma proposta de 7 milhões € (cerca de R$ 41,3 mi). O clube russo rejeitou, sinalizando só reabrir tratativas terminada a liga local e por cifras mais altas.
A diretoria paulista calculou chegar a 12 milhões € (aprox. R$ 70 mi), mas mudou de rota após avançar por Alexander Barboza. O acordo com o zagueiro do Botafogo prevê pagamento de 4 milhões US$ (cerca de R$ 20 mi) em quatro parcelas, valor bem inferior ao pedido pelo Zenit.
Ao optar por um negócio mais barato, o atual bicampeão nacional remove da mesa o principal competidor do Fluminense. O movimento interfere diretamente na janela doméstica, analisada pela documentação oficial da CBF, que aponta junho como período crítico para registros internacionais.
Tricolor projeta ofensiva por retorno do ídolo
Internamente, o Fluminense já havia classificado a volta de Nino como prioridade para o meio de 2026. O setor defensivo vem sendo questionado pelos resultados recentes, e a presença de um líder que conhece o clube é vista como atalho para estabilidade imediata.
Nino, além do troféu continental, possui forte identificação com a torcida, fator que pesa na política de contratações de marketing e desempenho. A grande barreira continua sendo o Zenit, reconhecido pela postura rígida nas negociações de saída. Até aqui, não há indicativo de desconto — porém, sem pressão do Palmeiras, o Tricolor pode montar uma proposta com mais calma e criatividade financeira.
Análise: mercado de zagueiros ferve na metade da temporada
A troca de prioridades do Palmeiras evidencia como o mercado de defensores está sensível a preço e calendário. Ao reduzir o investimento previsto para Nino, o clube paulista protege o caixa e ainda atende a necessidade técnica com Barboza, solução considerada pronta.
Para o Fluminense, o cenário é oportuno, mas não simples. A janela curta exige agilidade documental, e convencer o Zenit a abrir mão de um atleta em meio à temporada russa demanda argumentos além do valor fixo — como bônus de performance ou porcentagem em venda futura. A direção tricolor precisará equilibrar desejo da arquibancada e viabilidade financeira para não transformar a negociação em novela prolongada.
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