São Paulo — Pressionado por uma turbulenta disputa eleitoral e pela sequência negativa em campo, o Tricolor acertou com Dorival Júnior para comandar o time e, sobretudo, proteger o ambiente do CT da Barreira contra interferências políticas.
- Em resumo: Dorival e o diretor Rui Costa retomam parceria para “blindar” jogadores do agito nos bastidores.
- Harry Massis mantém a diretoria intacta e confia que a nova comissão técnica conterá a crise interna.
Relação estreita com Rui Costa é trunfo imediato
Segundo a ESPN, o treinador volta ao clube com a segurança de quem já trabalhou ao lado do diretor de futebol Rui Costa em 2023. A boa sintonia entre ambos foi decisiva para que Dorival aceitasse o desafio de comandar um elenco sob forte cobrança da torcida e de conselheiros.
A confiança mútua deverá facilitar decisões rápidas no cotidiano do departamento, um ponto crucial para impedir que as inevitáveis discussões políticas cheguem aos jogadores. O dirigente, respaldado por Harry Massis, tem carta branca para dar autonomia total à nova comissão técnica.
Crise política agrava o cenário esportivo
Fora das quatro linhas, o clube atravessa o ano eleitoral mais tenso da década. A temporada começou com o impeachment de Julio Casares após o vazamento de escândalos administrativos, acirrando disputas internas que impactam diretamente o moral do elenco.
No campo, a situação não é menos delicada: a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil custou o cargo de Roger Machado, e a equipe não vence desde o duelo contra o Mirassol, ainda em abril. A próxima prova de fogo está marcada para sábado (16), às 19h, no Maracanã, quando o Tricolor enfrenta o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro, confronto que terá transmissão da ESPN.
Análise: eleição e futebol em colisão
O afastamento de Casares e a proximidade da votação para a presidência criaram um vácuo de poder que potencializa discursos inflamados nos conselhos do Morumbis. Dorival chega com a reputação de gestor de grupos para selar o vestiário contra essa enxurrada de influência externa. A missão de “blindar” o CT, portanto, não é mero jargão: ela se torna estratégia de sobrevivência esportiva.
Se obtiver resultados imediatos, o técnico pode se tornar fator de pacificação, diminuindo o impacto de ataques entre correntes políticas. Caso contrário, a pressão tende a explodir em protestos e novas trocas nos bastidores — um roteiro conhecido em anos eleitorais no clube.
O que você acha? Dorival conseguirá isolar o elenco e retomar o caminho das vitórias antes que a crise política ganhe força? Para acompanhar todas as reviravoltas do Brasileirão, siga nossa cobertura completa.

