Bahia — De olho em uma vaga tranquila nas quartas de final, as Mulheres de Aço encaram o Internacional sustentadas pela confiança da zagueira Aila, que prometeu ajustes táticos para “sair de lá com os três pontos”.
- Em resumo: Bahia soma 17 pontos, mas não vence há três rodadas.
- Internacional vive ascensão e tenta surpreender fora de casa.
Bahia aposta em ajustes para surpreender o Colorado
Mesmo ocupando a sexta colocação, o time baiano vê a zona de classificação afunilar e encara o confronto direto como oportunidade de retomar o embalo. Nas palavras de Aila, o elenco estudou minuciosamente o adversário e refinou detalhes defensivos e de transição — movimento considerado crucial diante de um Inter que cresceu nas últimas partidas do Brasileirão Feminino.
Dentro da comissão técnica, a palavra-chave é consistência. Os empates recentes expuseram falhas na saída de bola, e a semana de treinos concentrou-se em acelerar passes curtos para escapar da marcação alta colorada.
“A gente sabe das qualidades que ela tem, a gente estudou bastante. Então, a gente vem fazendo alguns ajustes para poder fazer uma ótima partida e sair de lá com os três pontos”.
O discurso sinaliza confiança, mas também revela a leitura interna de que a margem para erro diminuiu. Tirar pontos de um concorrente direto, ainda mais longe de casa, pode consolidar o Bahia como candidato real ao G-8.
Investimento do City impulsiona Mulheres de Aço
Aila chegou ao Fazendão em 2019 e acompanhou a transformação da equipe após a entrada do grupo City. O aporte elevou patamar de estrutura, contratações e metodologia de treinamento, refletindo em campanhas cada vez mais estáveis na elite nacional.
“O Bahia vem de uma evolução, desde a chegada do City. Nas primeiras participações que a gente teve no Brasileiro, foram participações de oscilações. Mas, desde então, da chegada do investimento, a gente vem fazendo boas contratações, fazendo melhores treinamentos e isso vem resultando nas competições. Tenho certeza de que a gente vai fazer uma boa campanha esse ano”.
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A fala endossa a percepção de que o projeto é de longo prazo. A chegada de atletas experientes, combinada ao uso de tecnologia nos treinos, elevou o índice de aproveitamento e ajudou a manter o clube na parte de cima da tabela, mesmo sem a mesma folha salarial dos gigantes.
Análise: impacto do investimento externo no cenário nacional
O caso do Bahia ilustra como aportes privados podem acelerar o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. O grupo City introduziu processos de scouting global e infraestrutura de alto nível, encurtando a distância competitiva para equipes tradicionais.
Essa profissionalização força concorrentes diretos a elevarem padrões de gestão para não ficarem para trás, o que tende a beneficiar toda a liga em termos de qualidade técnica e visibilidade comercial.
O que você acha? O investimento estrangeiro é o caminho para equilibrar o futebol feminino no país? Para acompanhar mais análises e notícias do Brasileirão Feminino, siga nossa cobertura completa.

