Botafogo — A diretoria alvinegra avalia um verdadeiro jogo de xadrez para decidir quando o zagueiro Alexander Barboza fará sua última partida antes de se transferir ao Palmeiras, transação já acertada por R$ 18 milhões.
- Em resumo: Barboza tem 11 partidas no Brasileirão e, se jogar a 12ª, fica impedido de atuar pelo Verdão no mesmo campeonato.
- Palmeiras quer a despedida já contra o Corinthians, mas comissão técnica alvinegra planeja segurar o argentino para a Copa Sul-Americana.
Limite de jogos pressiona decisão
Por regulamento, um atleta que exceda 11 atuações não pode defender outro clube na mesma edição do Campeonato Brasileiro. Barboza chegou exatamente a esse número e, portanto, cada minuto em campo agora envolve risco calculado. O Palmeiras formalizou pedido para que a última aparição do defensor ocorra no clássico deste domingo, no Nilton Santos, diante do Corinthians — cenário que resolveria o problema logo e liberaria o jogador para Abel Ferreira.
Só que o técnico Franclim Carvalho interpreta o caso de outra forma. Seu plano é escalar o zagueiro no duelo contra o Independiente Petrolero, na Bolívia, válido pela Copa Sul-Americana, mantendo a solidez defensiva numa competição onde o Botafogo ainda vislumbra avanço. Para evitar o “jogo 12” no Brasileirão, Barboza poderia até ser poupado contra o Corinthians e voltar na Sul-Americana, adiando a marca nacional para confrontos posteriores com São Paulo ou Bahia, caso o clube carioca mude de ideia.
A questão ganhou corpo nos bastidores porque a CBF, em sua página oficial (regulamento publicado pela entidade), é taxativa sobre o teto de partidas. Qualquer passo em falso comprometeria o planejamento palmeirense — e o investimento de oito dígitos já confirmado.
Venda de Matheus Martins entra no radar
Enquanto a novela de Barboza monopoliza atenções na zaga, a diretoria procura caixa no ataque. Matheus Martins ainda não tem permanência garantida para o segundo semestre. A janela de julho se aproxima e, se chegar uma compensação financeira, o Botafogo admite liberá-lo para suavizar o fluxo de caixa.
Há uma fatura pendente que pesa na decisão: dos 10 milhões de euros pagos à Udinese pelos direitos econômicos do atacante, restam 6 milhões a quitar. O atraso coloca o clube sob risco de novo transfer ban da Fifa — punição que já rondou General Severiano em temporadas recentes. Por isso, a cúpula não descarta negociar o atleta e evitar restrições na hora de registrar reforços.
Análise: impacto financeiro e esportivo
O dilema de Barboza escancara o conflito entre urgência desportiva e necessidade de receita. Para a comissão técnica, ter o zagueiro na altitude boliviana significa mais segurança num mata-mata decisivo. Para os executivos, liberar logo o atleta protege o relacionamento com o Palmeiras e elimina o temor jurídico de ultrapassar o limite de jogos.
No caso de Matheus Martins, a matemática fala ainda mais alto: vender agora pode impedir novo bloqueio de inscrições e garantir fôlego para o elenco durante o recesso da Copa do Mundo. A soma dessas decisões definirá se o Botafogo entrará na segunda metade da temporada competitivo e, ao mesmo tempo, em dia com as contas.
O que você acha? Barboza deve ser poupado no Brasileirão para reforçar a Sul-Americana ou já deveria se despedir diante do Corinthians? Para acompanhar mais bastidores do clube, acesse nossa cobertura completa.

