George Russell — O britânico da Mercedes abriu o jogo sobre a famosa “Pose em T”, explicando que o gesto estourou na internet depois de uma madrugada exaustiva de gravações para a Fórmula 1.
- Em resumo: a posição icônica nasceu por acidente durante fotos às 23h30.
- Desde então, Russell adotou o movimento até para comemorar vitórias na pista.
Sessão de fotos exaustiva virou meme global
A revelação ocorreu num vídeo de perguntas e respostas divulgado pela Mercedes. Russell recordou os longos “media days” que antecedem cada temporada, quando pilotos gravam vinhetas, ensaios e fotos oficiais. Era o final da noite, os refletores ainda ligados, e o piloto encostou as mãos na parede para descansar o corpo entre uma tomada e outra.
Um produtor percebeu a postura inusitada e, em vez de mandar o piloto ajustar a pose, sugeriu que ela fosse registrada. O clique, feito quase por brincadeira, ganhou destaque entre os fotógrafos do estúdio e acabou indo parar nos materiais promocionais da Fórmula 1. Pouco depois, a imagem fervilhava em gifs e montagens nas redes sociais, algo que até mesmo veículos como a ESPN descrevem como um “momento espontâneo que virou marca registrada”.
“Ah, a infame Pose em T”, disse Russell, sorrindo, durante um vídeo de perguntas e respostas com a Mercedes. “Bom, isso foi da abertura da F1 que fiz em 2023. Não foi nada intencional. Na verdade, foi por tédio e cansaço. Era por volta das 23h30. Estávamos nessa longa sessão de fotos, e eu apenas coloquei as mãos na parede, esperando a próxima foto, e o produtor disse: ‘Isso é bem legal’ E, quando vi, a Pose em T foi inventada. Então, preciso agradecer aquele cara — temos que descobrir quem foi o diretor naquele dia.”
O relato sublinha o quanto o marketing esportivo depende da autenticidade: bastou um instante de cansaço real para criar um símbolo que gera milhões de visualizações e amplia a conexão do atleta com o público.
Gesto evolui para celebração de vitórias
Depois que a “Pose em T” circulou, Russell decidiu incorporá-la ao seu repertório de comemorações. O caso mais lembrado ocorreu no Grande Prêmio da Áustria de 2024: assim que estacionou o carro vencedor, ele repetiu a postura diante das câmeras, selando o gesto como assinatura pessoal.
Além de render conteúdo para as redes da Mercedes, a imagem virou tema de produtos oficiais, de camisetas a bonés, fortalecendo a estratégia de branding da equipe. Analistas apontam que movimentos reconhecíveis — como o salto de Cristiano Ronaldo ou o “Bolt” do velocista jamaicano — facilitam o recall de marca, e Russell parece ter encontrado o seu.
No universo da Fórmula 1, em que cada detalhe de comportamento vira pauta, pequenas histórias ajudam a humanizar pilotos frequentemente associados a números e telemetria. A simplicidade desse episódio reforça a ideia de que, por trás dos capacetes, há personalidades que também se entediam e improvisam — e é justamente aí que surgem os virais.
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