Oscar Piastri — O australiano da McLaren voltou a chamar atenção no paddock depois que Jenson Button, campeão mundial de 2009, afirmou enxergar nele uma versão mais jovem de si mesmo durante participação no podcast oficial da Fórmula 1.
- Em resumo: Button vê em Piastri a mesma calma que o ajudou a vencer o título de 2009.
- Britânico ressalta a dedicação “bonita” do piloto de 22 anos, comparando-o a Kimi Raikkonen e Max Verstappen.
Paralelo direto entre gerações
Ao ser perguntado no “Beyond The Grid” sobre qual competidor atual mais lhe lembra o início de carreira, Button não hesitou em apontar Piastri. Para o britânico, a forma como o jovem administra pressão e lida com a intensa rotina do paddock renova um traço que andava raro na categoria, como destacou em análise detalhada no site da ESPN.
A comparação ganha ainda mais peso porque Button chegou ao topo em 2009 justamente sustentado por regularidade mental, atributo que, segundo ele, falta a muitos talentos velozes da era híbrida.
“na minha juventude, provavelmente diria Oscar”
O trecho espontâneo do campeão expõe quanto a serenidade de Piastri impressiona quem já passou pelo mesmo holofote. Eleva também a percepção de que a McLaren acertou no perfil do seu projeto para o futuro, valorizando frieza acima de explosões emocionais.
Pressão interna com Norris virou teste de fogo
Button lembrou a batalha particular travada por Piastri contra Lando Norris no ano passado. O duelo interno, empolgante para o público, exigiu resistência psicológica acima da média. Mesmo consistentes, as atuações cobraram um preço: desgaste mental que se tornou visível na reta final da temporada.
“Houve momentos no ano passado em que senti que não era capaz de tirar o melhor de mim mesmo. Às vezes você fica tenso e essa era uma fraqueza minha”
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Ao abrir o próprio passado, Button ofereceu a Piastri um espelho de evolução. O depoimento conecta duas trajetórias separadas por 14 anos, mas unidas pelo mesmo ponto frágil: o acúmulo de expectativa dentro da garagem.
Análise: a nova cartilha de frieza na F1
Os elogios do ex-campeão reforçam uma tendência cada vez mais valorizada na Fórmula 1: pilotos que controlam variáveis externas com comportamento quase estoico. Verstappen domina o grid atual exibindo esse perfil, e a referência a Kimi Raikkonen sugere que o temperamento gelado voltou a ser critério de sucesso — sobretudo em equipes que travam disputas internas intensas, como a McLaren.
Para Piastri, a chancela pública de Button serve de atestado de maturidade. Ao time britânico, representa o recado de que o ambiente criado para o jovem piloto pode render resultados sustentáveis, desde que consiga blindá-lo do desgaste que minou o fim de sua primeira temporada completa.
O que você acha? Piastri repetirá o roteiro vitorioso de Button ou o duelo com Norris voltará a testar seus limites? Para acompanhar mais análises e notícias do esporte, acesse nossa cobertura completa.

