Panatta detona Zverev: “Birras de criança” após colapso

Alexander Zverev — O número três do mundo virou alvo de duras críticas da lenda italiana Adriano Panatta depois de desperdiçar quatro match points e levar um 6-0 de Luciano Darderi no set decisivo do Masters 1000 de Roma.

  • Em resumo: Panatta disse que Zverev faz “birras de criança” quando as coisas dão errado.
  • O campeão de Roland Garros afirmou que nem assiste mais aos jogos do alemão por considerá-los entediantes.

Colapso em Roma acende críticas

Zverev parecia caminhar para uma vitória de rotina quando abriu 6-1 e 5-3 sobre Darderi, mas viu a partida escapar em sequência dramática. O revés na capital italiana ocorreu poucos dias após a derrota por duplo 6-4 na final de Madrid para Jannik Sinner, ampliando o debate sobre a consistência mental do alemão no circuito. O episódio ganhou ainda mais repercussão depois que Panatta, ex-número quatro do ranking e referência histórica do tênis italiano, expôs sua frustração em entrevista reproduzida pela imprensa local e pela ESPN.

Para o campeão de Roland Garros, o problema não está apenas no resultado, mas na atitude do jogador quando a pressão aumenta.

“Já não o vejo jogar, aborrece-me. Sei o que faz. Todos nós já deixámos escapar match points, mas ele faz birras como uma criança… Pode acontecer não aproveitar match points, mas ele nem jogou o terceiro set”.

A fala ecoou rapidamente entre torcedores e especialistas porque parte de um ídolo nacional que raramente poupa palavras. Segundo Panatta, não é a primeira vez que o alemão reage mal à adversidade, o que, em sua visão, compromete o espetáculo e a própria evolução técnica do tenista.

Histórico de frustrações aumenta pressão

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O colapso contra Darderi reacende o questionamento sobre o preparo emocional de Zverev em momentos decisivos. Episódios semelhantes já ocorreram em fases agudas de Grand Slams e Masters 1000, alimentando a percepção de que o alemão ainda não encontra a combinação ideal entre talento e controle emocional.

Poucas horas depois da entrevista de Panatta, redes sociais e fóruns especializados voltaram a discutir se o top 3 estaria desperdiçando o melhor momento físico da carreira. Embora os números gerais sejam sólidos, derrotas como a de Roma deixam marcas porque envolvem viradas quase improváveis e reações consideradas exageradas à beira da quadra.

Análise: a cobrança sobre comportamento em alto nível

Quando uma lenda do esporte questiona publicamente a postura de um atleta em atividade, o debate costuma ultrapassar o placar. No caso de Zverev, a crítica ganha peso extra por vir de um ex-campeão de Roland Garros justamente no país onde o alemão sofreu a virada. A fala evidencia como, no tênis de elite, a percepção sobre comportamento pode influenciar narrativa, patrocínios e até performance futura.

Além disso, o episódio mostra que a paciência do público com reações consideradas infantis tende a ser menor quando o atleta já figura no topo do ranking. O desafio de Zverev, portanto, passa a ser não apenas corrigir falhas táticas, mas também demonstrar maturidade suficiente para estancar a imagem de instabilidade mental.

O que você acha? A crítica de Panatta foi justa ou severa demais para um top 3? Para acompanhar mais matérias e análises sobre os bastidores do esporte, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.