Alpine — Nos bastidores da Fórmula 1, a equipe francesa tornou-se o epicentro de uma disputa financeira entre Christian Horner e Toto Wolff, ambos interessados na compra de 24% do time hoje pertencentes ao fundo Otro Capital.
- Em resumo: a participação buscada está avaliada em cerca de US$ 750 milhões.
- Horner e Wolff projetam influência direta nas decisões técnicas e esportivas da escuderia.
Quanto vale a fatia de 24% da Alpine
A Alpine é estimada em aproximadamente US$ 3 bilhões, valor que explica por que a parcela minoritária negociada pelo fundo norte-americano se tornou tão cobiçada. Segundo o artigo original, Flavio Briatore revelou em janeiro que Horner abriu conversas diretas com a Otro Capital, cujo portfólio reúne celebridades como Ryan Reynolds, Michael B. Jordan, Patrick Mahomes e Travis Kelce. Na prática, trata-se de um grupo que enxerga a F1 como vitrine global de marketing e retorno de investimento.
Toto Wolff entrou no jogo logo depois. De acordo com informações do RacingNews365, o austríaco apresentou uma proposta conjunta com a Mercedes, mas o montante inicial foi considerado “pouco atrativo” pela vendedora, que não viu motivo para avançar nas tratativas. Embora o leilão esteja em fase de sondagem, a movimentação revela o esforço dos dois dirigentes para expandir poder além das equipes que comandam ou com as quais se relacionam.
Renault, Mercedes e o novo tabuleiro político
Hoje, a Renault controla 76% da operação da Alpine, e uma possível aproximação com a Mercedes tende a agradar parte da cúpula francesa. Isso porque, nesta temporada, a fabricante alemã passou a fornecer unidades de potência ao time de Enstone, facilitando sinergias na cadeia de suprimentos. Ainda assim, o texto frisa que não há previsão de compartilhamento mais amplo de infraestrutura ou de recursos técnicos entre as montadoras, cenário que mantém a independência estratégica da escuderia.
Para Horner, a aquisição da cota minoritária representaria a chance de assumir “papel ativo nas decisões da Alpine, incluindo influência sobre pilotos e chefia da equipe”, algo que o dirigente teria visto diminuir em seus anos recentes na Red Bull. Em outras palavras, a compra seria uma espécie de atalho para voltar ao centro das decisões esportivas, agora em um ambiente onde sua voz teria peso proporcional ao investimento.
Análise: impactos de uma possível troca de controle
A entrada de Horner ou Wolff no capital da Alpine pode reconfigurar alianças no paddock. Se Wolff convencer a Renault, a Mercedes consolidaria uma parceria técnica que ultrapassa o fornecimento de motores, criando uma rede de influência semelhante ao ecossistema que a Red Bull mantém com equipes satélites. Já no caso de Horner, a operação abriria uma frente paralela para o britânico, sinalizando diversificação de portfólio e eventual pressão sobre o relacionamento com a Red Bull, onde ele deixou de ter liberdade plena.
Independentemente do desfecho, o certame expõe como o valor de mercado das equipes de F1 disparou nos últimos anos, atraindo investidores que veem o esporte não só como espetáculo, mas como ativo financeiro de alta liquidez. Para quem acompanha o campeonato, a novela sugere que o grid de 2025 pode contar com bastidores tão eletrizantes quanto as disputas na pista.
O que você acha? Quem deve levar os 24% da Alpine, Horner ou Wolff? Para acompanhar todas as movimentações do esporte a motor, acesse nossa cobertura completa.

