Em 03/08/2025, John expõe bastidores da virada histórica do Botafogo

Botafogo — Ídolo recente do clube, o goleiro John detalhou como a energia do elenco após a perda do Brasileirão de 2023 virou combustível para a conquista da Libertadores de 2024 e culminou na vitória sobre o Cruzeiro em 03/08/2025.

  • Em resumo: John sentiu-se parte da frustração de 2023 e transformou a dor em motivação coletiva.
  • A conexão entre elenco e comissão, segundo o goleiro, foi decisiva para o título continental e o triunfo no Brasileirão de 2024.

Bastidor que reacendeu o elenco alvinegro

Ao relembrar sua chegada, o arqueiro destacou que o vestiário ainda carregava a ferida aberta pelo vice em 2023. Essa atmosfera, porém, foi o ponto de partida para uma reação que, meses depois, se tornaria histórica. Em entrevista ao programa “Fala Aí”, do Canal UOL, John contou que a confiança mútua criada ali foi o diferencial — sentimento corroborado pela comissão de Artur Jorge e pelos líderes em campo, algo que se alinha ao conceito de “espírito competitivo” enfatizado pela Conmebol em suas diretrizes de alto rendimento.

Segundo o goleiro, cada treino era tratado como final antecipada, e até quem chegava de fora absorvia imediatamente o senso de urgência.

“Quando eu chego, eles tinham acabado de perder um título, mas eu via no semblante de cada um que eles queriam ganhar. Quando eu cheguei, parecia que tinha perdido o título junto com eles. A energia estava de que precisavam e iam ganhar, quando eu cheguei, me senti fazendo parte. Eles tinham perdido no ano anterior, mas me senti como se tivesse perdido também. Muitas coisas se encaixaram, o Artur Jorge, os jogadores, foi dando liga e começamos a ganhar jogos”

O relato mostra como a assimilação imediata da dor coletiva foi transformada em gancho emocional, alavancando a competitividade diária e pavimentando o caminho para os títulos de 2024.

Conexão que virou troféus

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Além da química em grupo, John revelou detalhes táticos que explicam o sucesso em momentos decisivos. Ajustes como a saída de bola constante em Igor Jesus e a recomposição defensiva articulada por Almada e Savarino ilustram a leitura rápida de jogo da comissão — fator que fez a equipe atuar com segurança mesmo com um jogador a menos em partidas-chave.

“Tinha muita conexão, era muito boa. A gente se juntou ali no meio, decidimos o que ia fazer. O Artur passou as instruções para bater o tiro de meta no Igor Jesus o tempo todo. Defender fechadinho, o Almada e o Savarino de volantes. O Luiz Henrique ia descer um pouco mais para ajudar, e o Igor ia ficar sozinho lá na frente brigando com os zagueiros. Nos primeiros cinco minutos, percebemos que ia dar. Mesmo com um a menos, a gente estava conseguindo jogar, e deu certo”

Esse trecho reforça a confiança nos ajustes do treinador e evidencia por que, mesmo diante de adversidades, o Botafogo manteve o controle emocional que faltou na reta final de 2023.

O que você acha? A identificação de John com o Botafogo foi determinante para as conquistas ou o sucesso viria de qualquer forma? Para acompanhar mais histórias alvinegras, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.