São Paulo — Sob forte desgaste político e às vésperas de encarar o Fluminense, o presidente Harry Massis decidiu manter o diretor Rui Costa e o gerente Rafinha, apesar dos pedidos internos por mudanças.
- Em resumo: Massis resiste à pressão de conselheiros e torcedores e preserva a atual estrutura do futebol.
- Decisão acontece antes do jogo de sábado (16), às 19h, no Maracanã, pela Série A.
Bastidores fervem após saída de Roger Machado
A demissão do técnico Roger Machado, anunciada recentemente, desencadeou cobranças imediatas sobre a cúpula do departamento de futebol. Conselheiros próximos ao presidente exigiram que Rui Costa fosse o próximo a deixar o clube, acusando o executivo de falhas no processo de escolha do treinador.
Massis, contudo, sustenta que a contratação de Roger foi baseada em “boas referências no mercado” e que, à época, havia sustentação técnica reconhecida pela CBF e por outros profissionais consultados. Mesmo com o revés esportivo, o dirigente entende que o planejamento não pode ser revisto de maneira precipitada.
Torcida e conselheiros aumentam a temperatura
O clima escalonou ainda mais na tarde da última quinta-feira (14), quando membros da principal torcida organizada do clube compareceram ao CT da Barra Funda para cobrar pessoalmente a demissão de Rui Costa. Faixas e cânticos direcionados ao executivo ocuparam a entrada do centro de treinamento, reforçando o sentimento de instabilidade.
Nos corredores do Morumbi, a situação não foi diferente. Parte do conselho deliberativo chegou a ameaçar um rompimento político definitivo caso Massis não cedesse. A permanência de Rui Costa, portanto, deixou em aberto o risco de isolamento do presidente dentro da própria base de apoio.
Apesar disso, Massis classificou a manutenção da dupla como “movimento responsável”, acreditando que uma nova troca causaria ainda mais turbulência num momento crítico da temporada.
Análise: Crise política no Morumbi
A decisão de bancar Rui Costa e Rafinha explicita o dilema enfrentado pelos dirigentes em grandes clubes brasileiros: equilibrar resultados imediatos com projetos de médio prazo. Ao contrariar conselheiros influentes e parte da organizada, Massis aposta todo o seu capital político na convicção técnica adotada no início do ano.
O desfecho do duelo contra o Fluminense ganhará peso extra nesse contexto. Uma derrota no Maracanã pode ampliar a pressão e reabrir a discussão sobre mudanças internas, enquanto um bom resultado tende a legitimar, ainda que temporariamente, a escolha do presidente.
O que você acha? A manutenção de Rui Costa e Rafinha fortalece ou fragiliza o São Paulo na sequência do Brasileirão? Para acompanhar todas as novidades do campeonato, confira nossa cobertura completa.

