Vitória — A equipe baiana virou manchete nacional ao derrotar o Flamengo por 2 a 0 no Barradão, avançando às oitavas da Copa do Brasil graças ao voleio decisivo de Luan Cândido, joia formada no Palmeiras que encontrou redenção em Salvador.
- Em resumo: Luan Cândido aproveitou falha de Rossi e carimbou a eliminação rubro-negra com um voleio inesquecível.
- Aos 24 anos, o lateral tenta transformar o gol em ponto de virada definitivo para a carreira.
Da lista de promessas globais ao voleio redentor
Descoberto em 2015, ainda no Centro Esportivo Ubaense, Luan Cândido chamou a atenção do scout Juarez Fischer e rapidamente se destacou na base alviverde. O auge veio no Brasileiro Sub-20, quando marcou quatro vezes em duas decisões contra o Corinthians, façanha que lhe rendeu espaço entre os 60 maiores talentos do mundo segundo o britânico The Guardian.
Mesmo sem atuar profissionalmente pelo Palmeiras, o defensor já atraía cobiça de Barcelona, Manchester City e Borussia Dortmund. O site oficial da CBF chegou a exaltar a exportação milionária, lembrando que o Palmeiras embolsou cerca de 8 milhões de euros com a venda ao RB Leipzig em 2019.
Europa não abriu portas, mas Salvador abriu caminho
No futebol alemão, a badalação não se converteu em minutos de campo. Sem espaço no RB Leipzig, Luan regressou ao Brasil para defender o Red Bull Bragantino. Entre lesões e oscilações, viu a confiança diminuir. No início desta temporada, aceitou empréstimo ao Vitória, então tratado como “última chance” por parte de analistas.
O cenário começou a mudar com a sequência de contusões na zaga rubro-negra. Promovido ao time titular, o lateral reconquistou ritmo, aprimorou o tempo de bola e se tornou peça regular do técnico no sistema defensivo. O gol diante do Flamengo, símbolo dessa retomada, ainda contou com dose de plasticidade: voleio de perna esquerda após falha de Rossi, sem chance de reação para a defesa carioca.
Sequência no Barradão reacende ambição do Vitória
Além de derrubar um dos elencos mais caros do país, a classificação injeta confiança num clube que passou anos alternando entre Série A e Série B. Com o triunfo, a diretoria baiana vislumbra premiação milionária e maior visibilidade para atrair patrocinadores.
Para Luan Cândido, o momento é duplamente simbólico. Primeiro, porque recoloca seu nome no radar nacional; segundo, porque coincide com o retorno do Palmeiras à mesma fase, após o 4 a 1 sobre o Jacuipense em Londrina. A coincidência reforça o elo afetivo entre o atleta e o clube que o formou, embora o foco imediato esteja na próxima etapa da Copa do Brasil.
Análise: da queda precoce à reconstrução sem holofotes
O roteiro de Luan Cândido ilustra um padrão recorrente no futebol brasileiro: promessa precoce, venda antecipada à Europa e dificuldade de transição ao profissional. O empréstimo ao Vitória mostra como ambientes de menor pressão podem servir de trampolim para recuperar confiança e minutos em campo. Se conseguir manter a regularidade, o lateral não apenas valoriza o próprio passe, mas também demonstra ao mercado que grandes centros nem sempre são o caminho mais curto para a consolidação.
Para o Vitória, ter um jogador em plena reconstrução, motivado a provar valor, acrescenta competitividade ao elenco. Já o Palmeiras observa à distância a evolução de sua cria, ciente de que porcentagens futuras em negociação podem render valores relevantes.
O que você acha? O voleio que derrubou o Flamengo foi apenas um lampejo ou sinal de reviravolta duradoura para Luan Cândido? Para acompanhar mais notícias da Copa do Brasil, acesse nossa cobertura completa.

