Remo — O clube paraense se vê em xeque após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva aplicar punições pesadas que retiram o volante Zé Ricardo de cinco rodadas do Brasileirão e afastam o presidente Tonhão em pleno momento decisivo da competição.
- Em resumo: entrada dura em Andreas Pereira rendeu quatro jogos; ato hostil contra Gustavo Gómez adicionou mais um.
Gancho de cinco partidas expõe risco técnico
A 3ª Comissão Disciplinar concluiu que a falta cometida sobre Andreas Pereira foi “de risco elevado à integridade física” e, por isso, valeu quatro partidas de suspensão ao camisa 5 azulino. Durante a análise do VAR, Zé Ricardo ainda arremessou água em Gustavo Gómez, atitude considerada hostil e que acrescentou outra partida ao gancho, totalizando cinco — já incluída a suspensão automática.
Com o atleta fora, o técnico perde uma peça titular em sequência que envolve confrontos diretos na tabela. A lacuna fragiliza o meio-campo justamente quando o clube luta para se distanciar da zona de risco. O impacto pode ser sentido não só em campo; o Regimento da Confederação Brasileira de Futebol estabelece que punições desse porte contam também para eventuais reincidências futuras.
“isso foi uma vergonha, você não queria nem iniciar o jogo, arbitragem vergonhosa”
Presidente Tonhão recebe 60 dias de afastamento
O julgamento não se limitou ao elenco. Pelas ofensas registradas em súmula contra o árbitro Rafael Klein no Mangueirão, o presidente Antônio Carlos Teixeira acumulou dois artigos violados: invasão e palavras de desrespeito. Resultado: 60 dias longe das atividades oficiais e multa de R$ 15 mil ao clube.
Nos bastidores, a punição duplica a pressão. Sem o presidente à beira do gramado e sem um dos pilares do meio-campo, o Remo estuda recurso para reduzir as penas e tenta blindar o elenco de novos focos de indisciplina — estratégia vital para preservar a campanha e a imagem institucional.
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