Khamzat Chimaev — Para o peso-médio brasileiro Caio Borralho, a queda brusca de rendimento do checheno diante de Sean Strickland no UFC 328 começou muito antes do gongo: nos treinos excessivamente controlados que ele comanda.
- Em resumo: Borralho sustenta que Chimaev não lida bem com adversidades porque quase nunca é pressionado nos sparrings.
Zona de conforto nos sparrings
Falando em vídeo publicado em seu canal no YouTube, o “Nerd” recordou sessões de treino que já dividiu com o rival. Ele descreve um ambiente em que Chimaev costuma impor o próprio jogo sem receber contragolpes, criando uma falsa sensação de invencibilidade. O brasileiro avalia que, quando a luta real escapa desse roteiro, o checheno se frustra rapidamente — exatamente o que teria ocorrido após o primeiro round dominante contra Strickland.
Para Borralho, essa lacuna na preparação mental explica o cansaço visível na segunda etapa, algo que surpreendeu fãs e analistas. A crítica ecoa avaliações de especialistas da ESPN sobre desempenho físico no octógono, reforçando a discussão sobre métodos de sparring na elite do MMA.
“O Chimaev é um cara que tem o primeiro round muito forte, mas acaba se frustrando muito rápido. Isso acontece porque ele está acostumado a tudo dar certo nos treinos […] porque ele não está acostumado com as coisas dando errado.”
Ego elevado e intensidade máxima
O brasileiro ressalta ainda que o checheno treina em ritmo “muito forte” e leva o espírito competitivo ao extremo. Segundo Borralho, isso alimenta o ego de Chimaev, mas não prepara sua mente para cenários adversos. Ele exime, porém, a equipe técnica de culpa, elogiando o nível dos treinadores — sobretudo o brasileiro Finfou.
Historicamente, lutadores que dominam sparrings tendem a sofrer quando enfrentam resistência real. A derrota para Strickland, primeira na carreira de cinco rounds de Chimaev, reforça esse alerta e coloca holofotes sobre o equilíbrio entre intensidade e variabilidade nos camps.
O que você acha? Treinos excessivamente “fáceis” podem mesmo comprometer campeões em potencial? Para acompanhar mais análises, acesse nossa cobertura completa.

