Aston Martin — Na etapa de Miami, única equipe sem novas peças de desempenho, o time inglês viu Mike Krack recusar qualquer prazo para as próximas evoluções do AMR26, contrariando o discurso mais paciente de Fernando Alonso.
- Em resumo: Aston Martin não define data para upgrades enquanto rivais já somam até 11 componentes novos.
Sem cronograma, mas com confiança interna
Enquanto Ferrari, Red Bull e McLaren instalaram respectivamente 11, 7 e 7 atualizações no carro, a Aston Martin chegou a Miami com o mesmo pacote que encerrou a pausa de abril. Perguntado sobre quando o AMR26 receberá reforços, Krack reiterou que a prioridade segue sendo confiabilidade e dirigibilidade — e rechaçou qualquer “linha do tempo”. O posicionamento reforça a estratégia revelada por Alonso de mirar uma segunda metade de temporada “mais forte”, ainda que sem ganhos imediatos.
A falta de pressa, porém, pode custar posições no pelotão intermediário. De acordo com análise publicada pela ESPN, cada ciclo de atualizações pós-Miami deverá representar décimos preciosos por volta, diferença que se acumula corrida após corrida.
“Acho que vimos claramente nas últimas semanas e meses – não faz tanto tempo assim – os avanços que fizemos, principalmente em termos de confiabilidade, redução da vibração e melhoria da dirigibilidade. Acho que já vimos melhorias bastante significativas até agora e precisamos continuar trabalhando nessa direção”.
Desafio de manter o ritmo contra rivais agressivos
Ferrari desembarcou nos Estados Unidos com um pacote de 11 peças, sinalizando agressividade absoluta. Red Bull e McLaren não ficaram muito atrás, cada uma alinhando sete componentes frescos. Nesse contexto, a decisão de “segurar” atualizações coloca a Aston Martin sob pressão para extrair 100% do atual conjunto.
Historicamente, equipes que apostam em saltos tardios correm o risco de perder terreno irrecuperável no campeonato. Krack admite que “há uma grande diferença a ser superada”, mas confia que o grupo de Silverstone possa repetir a rápida correção de falhas vistas no início do ano.
O que você acha? A equipe acertou ao priorizar confiabilidade ou deveria igualar o ritmo de evolução dos rivais? Para acompanhar mais análises, acesse nossa cobertura completa.

