Aston Martin — Mesmo na lanterna do Mundial de Construtores, a equipe disputou o GP de Miami sem uma única peça nova no AMR26, priorizando a correção de falhas estruturais antes de lançar seu aguardado pacote de atualizações.
- Em resumo: Vibrações na bateria e dirigibilidade seguem no topo da lista; upgrades ficam para depois.
Problemas de vibração ditam as prioridades em Silverstone
Enquanto Ferrari, McLaren e Red Bull exibiam as últimas inovações técnicas na etapa da Flórida, o time chefiado por Mike Krack manteve o carro exatamente como saiu da fábrica. O dirigente revelou que, até resolver as oscilações que já levaram Fernando Alonso a abandonar o GP da China, nenhuma novidade aerodinâmica fará sentido. Em entrevista reproduzida pela imprensa internacional, Krack citou avanços em confiabilidade, redução de vibrações e dirigibilidade, mas admitiu que essas melhorias ainda não se traduzem em desempenho bruto.
O desconforto físico relatado por Alonso e Lance Stroll — ambos preocupados até com possíveis danos nos nervos das mãos — deixou claro que a questão de segurança passou à frente da performance. Desde o início do campeonato, a Aston Martin só havia visto um de seus carros receber a bandeirada até chegar a Miami, onde finalmente completou a prova com os dois pilotos, mas ainda fora da zona de pontos.
“Vimos nas últimas semanas e meses, e não faz tanto tempo assim, os passos que demos em confiabilidade, redução das vibrações e melhoria na dirigibilidade. Acho que já tivemos evoluções bastante substanciais até aqui”, afirmou Krack.
Quando chegam as novidades aerodinâmicas?
Krack evitou cravar uma data, embora Alonso tenha deixado no ar que o pacote pode aparecer apenas após as férias do meio do ano. Segundo o chefe de operações, ainda há energia a extrair do conjunto atual, especialmente em gerenciamento de bateria e acerto fino de chassi.
A estratégia, portanto, é manter todos motivados enquanto a área de design finaliza componentes que só farão diferença se o carro estiver livre de vibrações. Para o público brasileiro, a boa notícia é que a Band segue responsável pela transmissão da temporada.
O que você acha? A escolha de adiar atualizações é prudente ou arriscada para uma equipe que ocupa a última posição? Para acompanhar mais análises de bastidores, acesse nossa cobertura completa.

