Ford e GM — Dois pesos-pesados da indústria automobilística colocaram fogo nos bastidores da Fórmula 1 ao declararem apoio explícito à proposta da FIA de reintroduzir motores V8 a partir de 2031.
- Em resumo: Gigantes americanas querem participar da definição do próximo regulamento e veem o V8 como caminho viável.
Debate reacendido após fala de Ben Sulayem
O assunto ganhou tração quando Mohammed Ben Sulayem, presidente da entidade, admitiu durante o GP de Miami que estuda a volta dos propulsores aspirados. A sinalização soou como música para Ford e General Motors, que enxergam no V8 uma ponte entre tradição e apelo de marca. Na visão das montadoras, qualquer mudança deve envolver diálogo transparente com equipes e fabricantes, como reforça o regulamento em estudo pela FIA.
Mark Rushbrook, responsável pela divisão Ford Racing, celebrou o fato de o debate ocorrer com antecedência. Para ele, essa janela até 2031 permite alinhar investimentos, pesquisa e marketing, sobretudo agora que a Ford oficializou retorno ao grid.
“Somos uma empresa que produz muitos V8 aspirados naturalmente, então adoraríamos ver um V8 aqui”. — Mark Rushbrook
General Motors segue a mesma linha, mas faz alerta
Pelo lado da Cadillac — braço de competição da GM —, o presidente Mark Reuss compartilha o entusiasmo, mas faz questão de lembrar que o grupo desembolsou cifras consideráveis no atual motor híbrido V6. Segundo ele, qualquer transição deve honrar esses investimentos para não afugentar novos entrantes.
Apesar da cautela, Reuss deixou claro que, se a decisão coletiva apontar para o retorno dos V8, a GM “estará pronta”. O posicionamento alinha as duas empresas e pressiona as demais montadoras a se manifestarem, criando um cenário onde o ronco clássico pode voltar a dominar autódromos mundo afora.
O que você acha? O som dos V8 deve mesmo voltar à Fórmula 1 ou o caminho híbrido é irreversível? Para acompanhar mais análises, visite o nosso portal.

