Naomi Osaka — Em coletiva no torneio de Roma, a quatro vezes campeã de Grand Slam surpreendeu ao rechaçar a ajuda de inteligência artificial na preparação de jogos, citando o impacto ambiental como motivo central.
- Em resumo: Para Osaka, a IA gasta “muita água” e não vale o custo.
Preocupação ambiental acima da tecnologia
A japonesa foi questionada sobre colegas que usam o ChatGPT para estudar rivais e planejar táticas. A resposta foi imediata e dura: a tenista vê a prática como desnecessária e prejudicial ao planeta. O alerta foca no elevado consumo hídrico associado aos servidores que alimentam modelos de linguagem, tema cada vez mais debatido no esporte e fora dele. Reportagens da ESPN detalham como centros de dados demandam grandes volumes de resfriamento, fortalecendo o argumento de atletas preocupados com sustentabilidade.
No circuito profissional, recursos de análise são comuns, mas raramente alguém coloca a pegada ambiental na mesa. Ao fazê-lo, Osaka adiciona uma camada ética à discussão sobre performance.
“Acho isso um absurdo, porque não uso o ChatGPT de forma alguma, mas entendo que algumas pessoas o utilizam diariamente. Ouvi dizer que consome muita água, e prefiro a água que temos na Terra, então não pretendo usá-lo.”
Impacto imediato no vestiário
A fala da ex-líder do ranking não apenas expõe um dilema ecológico, mas pressiona patrocinadores tecnológicos que cortejam o tênis. Com o circuito feminino buscando diferenciação, a postura de Osaka pode influenciar colegas a revisarem ferramentas digitais que já pareciam consenso.
Historicamente, a jogadora costuma abraçar causas sociais e de saúde mental. Agora, amplia o portfólio de ativismo ao mirar os bastidores da inovação, reforçando a imagem de voz independente no esporte.
O que você acha? IA e sustentabilidade podem coexistir nas quadras ou o custo ambiental pesa? Para acompanhar mais temas quentes do esporte, acesse nosso portal.

