Fernando Alonso — Depois do fim de semana em Miami, o espanhol cortou o otimismo que rondava o paddock e advertiu que os ajustes da FIA para 2026 ainda podem não resolver o drama das classificações na Fórmula 1.
- Em resumo: Para Alonso, o layout de Miami “esconde” falhas que devem reaparecer em pistas mais exigentes.
Miami não é prova definitiva, alerta o bicampeão
Embora o ambiente no GP norte-americano tenha sido mais positivo, o asturiano lembrou que o traçado na Flórida exige menos das unidades de potência, o que distorce a avaliação dos novos parâmetros impostos pela federação. Em entrevista pós-corrida, ele destacou que circuitos como Suzuka ou Xangai vão expor, de forma crua, se o reajuste técnico desenhado pela FIA realmente eliminou o incômodo “superclipping” e as desacelerações em plena reta.
Na prática, Alonso entende que a correção precisa ser mensurada em um mesmo cenário, algo que Miami não ofereceu. O espanhol teme que a sensação de avanço seja, na verdade, fruto das inúmeras zonas de redução de arrasto existentes na pista norte-americana.
“Para ser sincero, achei muito parecido. Talvez precisemos voltar ao mesmo circuito para ter uma comparação realmente clara, porque em Miami é mais fácil, com todas as zonas de redução de arrasto em linha reta”, afirmou o espanhol.
A luta interna da Aston Martin continua
Além do debate regulatório, Alonso tratou de colocar a Aston Martin sob lupa. Mesmo com ganhos de confiabilidade e fim das vibrações — problema que limitava o ritmo do AMR26 —, o espanhol confessou que o carro segue distante da ponta, citando um atraso de “um segundo” para o 17º colocado na tabela de tempos.
O piloto, no entanto, classificou o avanço mecânico como “ponto positivo” e aposta que a equipe, agora livre de falhas crônicas, pode focar exclusivamente em desempenho puro. O diagnóstico explica parte do ceticismo: se o motor ainda recompensa quem “faz as curvas mais devagar” para preservar energia, qualquer evolução de chassi terá efeito limitado em classificações disputadas no detalhe.
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