Emerson Fittipaldi — Em recente entrevista, o bicampeão expôs o momento em que soube que a Copersucar, única equipe 100% brasileira da Fórmula 1, não teria mais fôlego financeiro, encerrando um projeto que reunia nomes promissores e um carro competitivo.
- Em resumo: Críticas da imprensa e retirada de patrocinadores derrubaram o “dream team” liderado pelos irmãos Fittipaldi.
Sonho virava realidade com elenco estelar
Em 1980, a Copersucar apresentou o modelo F8 e alinhou um grupo que impressionava: além de Emerson, estavam Keke Rosberg, Peter Warr e o jovem Adrian Newey, então estagiário. A combinação colocava a escuderia em rota de ascensão na categoria, como destacou o piloto em conversa para o podcast Beyond the Grid. A expectativa era transformar a equipe em potência, algo raro para projetos fora do eixo europeu, conforme reforça a cobertura histórica da ESPN.
No entanto, a euforia durou pouco. Ataques de veículos não especializados no automobilismo criaram um ambiente de desconfiança que afetou diretamente o caixa da operação.
“Tive essa notícia chocante em julho, quando anunciamos o F8. Na segunda, eu liguei para todo mundo e disse: ‘Vou deixar o Keke sair, o Peter Warr, todo mundo’”, relembrou Emerson.
Pressão externa tirou combustível do projeto
Segundo Fittipaldi, o departamento de marketing da Skol, principal patrocinadora, alertou para o impacto negativo da cobertura. Sem a injeção de capital prometida, não houve alternativa além de liberar funcionários e encerrar o sonho.
O episódio causou forte abalo em Wilson Fittipaldi, fundador da escuderia, que chegou a adoecer diante da frustração. O F8, carro que ainda conquistaria dois pódios, acabou marcando também a despedida de Emerson da Fórmula 1 e o fim de uma era sem sucessores brasileiros até hoje.
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